terça-feira, 15 de março de 2011

ACOLHIMENTO ESTÚDIO ZERO

HOLIDAY

FORA DE PORTAS TNSJ

ODISSEIA: DIA MUNDIAL DO TEATRO

Normal0 21 falsefalsefalse PTX-NONEX-NONE PORTO

De 24 a 27 de Março no Estúdio Zero

Quinta-feira a Sábado às 21h30

Domingo às 16h00

Duração aproximada 1:20

M/12





concepção e direcção
Adriano Cortese
texto
Raimondo Cortese
desenho de som
David Franzke
desenho de luz
Niklas Pajanti
cenografia
Anna Tregloan
interpretação
Paul Lum, Patrick Moffatt
produção
Ranters Theatre (Austrália)



É o regresso ao Porto da companhia australiana Ranters Theatre, dos irmãos Cortese (Adriano, o encenador; Raimondo, o dramaturgo) e dos talking heads ou tagarelas compulsivos que habitam o seu teatro. Visitaram-nos pela primeira vez em plena Capital Europeia da Cultura, num PoNTI que durou todo o ano de 2001; voltaram em 2003, à boleia de Coimbra – Capital Nacional da Cultura; e regressam agora, a bordo do Odisseia, para celebrar o teatro e o seu Dia Mundial. De Holiday pode-se dizer que é uma gentil provocação. Num pacato dia de férias, dois estranhos descansam junto a uma piscina. Nada têm para fazer, e provavelmente nada têm para dizer. Todavia, sob diálogos aparentemente inconsequentes e longos silêncios, circulam fantasias íntimas, ansiedades e culpas encapotadas, inquietações que se plasmam em inesperadas canções barrocas, cantadas a cappela pelos actores em calções de banho. Uma incursão nas complexidades do chamado “homem simples”, feita num frugal quadro cénico, uma das imagens de marca da companhia de Melbourne, a par do primado absoluto de uma representação viva.

Esta peça sobre nada contém magníficas camadas de temas estimulantes. Apesar de não sabermos nada de importante sobre estes dois homens, cada palavra e cada frase ganham muito mais sentido porque quem eles são, a sua identidade e relação um com o outro, é algo que está a ser construído instante a instante. Não há história, no sentido de uma narrativa em desenvolvimento, apenas uma sequência de momentos cristalinos que podem ir de aborrecidos a belos num só salto. O cenário de Anna Tregloan – uma caixa branca intensamente iluminada que contém a piscina, várias cadeiras e um par de bolas de praia – contradiz a complexidade que palpita sob a simplicidade aparentemente minimalista da peça. As interpretações de Lum e Moffatt são requintadamente moduladas e refinadas, produzindo um naturalismo que nunca parece forçado. Os irmãos Raimondo e Adriano Cortese têm vindo a criar uma poderosa obra sob a égide dos Ranters, e esta peça afável, de tonalidades subtis e intelectualmente rigorosa é claramente um dos seus melhores trabalhos.

John Bailey - The Age (19 Aug. 2007).


Atendimento e Bilheteira :

Informações 800‑10‑8675 (Número grátis a partir de qualquer rede)
22-3401910 begin_of_the_skype_highlighting              22-3401910      end_of_the_skype_highlighting begin_of_the_skype_highlighting              22-3401910      end_of_the_skype_highlighting
bilheteira@tnsj.pt

Estúdio Zero
: Rua do Heroísmo nº 86 - (Junto ao metro do Heroísmo ) 4300-254 Porto
22-5373265
asboasraparigas@gmail.com

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Livros Howard Barker








Howard Barker é um dos mais mais polémicos dramaturgos britânicos contemporâneos. Nascido em 1946, nos arredores de Londres, Barker é também encenador, poeta, pintor e autor de vários textos de teoria teatral. Em 1988 fundou a sua própria companhia, The Wrestling School, com o objectivo de produzir exclusivamente as suas próprias peças.

A companhia de Teatro As Boas Raparigas, fundada em 1993, na cidade do Porto, levou à cena cinco dos seus textos, dos quais quatro já se apresentam editados pela editora Temas Originais com a colaboração d´As Boas Raparigas.

"As Possibilidades" (Trad.: Paulo Eduardo Carvalho);

"Mãos Mortas" (Trad.: Pedro Cavaleiro) ;

"(Tio)Vânia" (Trad.: Paulo Eduardo Carvalho) ;

“Mulheres Profundas/Animais Superficiais” " (Trad.: Paulo Eduardo Carvalho).

Para adquirirem os livros devem contactar :

asboasraparigas@gmail.com
225 373 265

Livros Howard Barker

Howard Barker é um dos mais mais polémicos dramaturgos britânicos contemporâneos. Nascido em 1946, nos arredores de Londres, Barker é também encenador, poeta, pintor e autor de vários textos de teoria teatral. Em 1988 fundou a sua própria companhia, The Wrestling School, com o objectivo de produzir exclusivamente as suas próprias peças.

A companhia de Teatro As Boas Raparigas, fundada em 1993, na cidade do Porto, levou à cena cinco dos seus textos, dos quais quatro já se apresentam editados pela editora Temas Originais com a colaboração d´As Boas Raparigas.

"As Possibilidades" (Trad.: Paulo Eduardo Carvalho);

"Mãos Mortas" (Trad.: Pedro Cavaleiro) ;

"(Tio)Vânia" (Trad.: Paulo Eduardo Carvalho) ;

“Mulheres Profundas/Animais Superficiais” " (Trad.: Paulo Eduardo Carvalho).

Para adquirirem os livros devem contactar :

asboasraparigas@gmail.com
225 373 265

PRÉMIO DA CRÍTICA

http://www.apcteatro.org
http://videos.sapo.pt/AgVo2zivC6AyZBWDdpya

A Associação Portuguesa de Críticos de Teatro atribuiu o Prémio da Crítica, relativo ao ano de 2010, ao FIMFA e a João Paulo Seara Cardoso.
O júri foi constituído por Alexandra Moreira da Silva, João Carneiro, Maria Helena Serôdio e Rui Pina Coelho.
O mesmo júri decidiu ainda atribuir três Menções Especiais, respectivamente, a Miguel Guilherme (O Senhor Puntila e o seu Criado Matti, Novo Grupo/Teatro Aberto), Luís Castro/Karnart (Húmus) e ao colectivo de Mulheres Profundas / Animais Superficiais, espectáculo d’ As Boas Raparigas: Carla Miranda, Maria do Céu Ribeiro e Miguel Eloy.

A cerimónia da entrega destes prémios realiza-se no próximo dia 12 de Março (sábado), no Jardim de Inverno do São Luiz Teatro Municipal (Lisboa), às 15h00, sendo livre a entrada.


Carla Miranda, Maria do Céu Ribeiro e Miguel Eloy (Mulheres Profundas / Animais Superficiais)
Há já vários anos que As Boas Raparigas... nos surpreendem com interpretações irrepreensíveis e perturbadoras de um vasto leque de personagens do não menos perturbador universo de Howard Barker. O elenco do espectáculo Mulheres Profundas / Animais Superficiais (encenação de Rogério de Carvalho, tradução de Paulo Eduardo Carvalho), constituído por Carla Miranda, Maria do Céu Ribeiro e Miguel Eloy,


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

“Histórias de Família” de Biljana Srbljanovic




“Histórias de Família”

de
Biljana Srbljanovic


9 a 27 de Fevereiro
Quarta a Domingo - 21h30
Estúdio Zero, Porto



”Histórias de Família”

Texto | Biljana Srbljanovic
Direcção de Actores | Daniel Pinto
Tradução| Maria do Céu Ribeiro
Interpretação | Cátia Guedes
Cristovão Carvalheiro
Miguel Lemos
Rita Lagarto

Desenho de Luz | Rui Monteiro
Figurinos | Lita Marcelino
Cenografia | Ana Gormicho e Daniel Teixeira
Sonoplastia | Bruno Pereira
Design Gráfico | Cristovão Carvalheiro
Produção | Bisturi
CO-PRODUÇÃO As Boas Raparigas e Teatro Bisturi
Apoios | TNSJ, Teatro do Bolhão, TUP, Teatro Bruto, Teatro do Frio, Fábrica da Rua da Alegria, Lipor



“Histórias de Família” de Biljana Srbljanovic

“ - Bem, meu filho, repete o que dissemos: Como é que um homem inteligente se deve comportar?
-Um homem inteligente respeita a regra: A cabeça na areia, o cu contra a parede.
-Exacto. E o que é que ele não deve fazer? Nunca a nenhum preço?
-Dizer o que pensa.
-Exacto. E a quem?
-Não interessa. Seja a quem for.
-Seja a quem for, meu filho, seja a quem for. O mesmo comportamento para todos: Não vejo, não ouço e sobretudo, especialmente e particularmente: NÃO PENSO. É isto?”

“Os heróis desta peça não são os pobres, nem pelo seu carácter, nem pela sua vida quotidiana.
São os cidadãos de um país em ruínas.”


Biljana Srbljanovic

Nasceu em 15 de Outubro de 1970 em Estocolmo, Suécia, naturalizada Sérvia, reside em Belgrado e, para além de ser dramaturga e política, é também docente da Faculdade de Artes Dramáticas de Belgrado.
Biljana escreveu 7 peças. As suas peças foram encenadas em 50 países. Em 1 de Dezembro de 1999, ela tornou-se a primeira escritora estrangeira a receber o prémio Ernst Toller.
A sua obra teatral valeu-lhe vários prémios, incluindo o prémio Selenic Slobodan, o prémio Osvajanje Slobode, o prémio Cidade de Belgrado e o prémio Sterija.


BISTURI

Entramos recentemente no mercado de trabalho como um grupo de jovens actores que se preocupa com a sociedade em que vive e que quer intervir artística e activamente no desenvolvimento da mesma. Interessa-nos trabalhar em laboratório, quer no plano do trabalho de actor, quer no plano da transposição à realidade social que se instala no Porto, Portugal, Mundo.
Temos lido e relido com especial atenção esta peça, que retrata uma realidade que não nos é, em primeiro plano, próxima, mas que ao reflectirmos sobre ela as temáticas tornam-se transversais. É do nosso total interesse expor, reflectir e trabalhar sobre os quadros familiares que a autora nos apresenta – são uma forma de exposição de uma sociedade enfraquecida pela educação nas crianças e de como tudo isto se manifesta já na idade adulta. E porque não revisitar as ‘’brincadeiras’’ e traquinices da infância, num turbilhão do faz-de-conta, num acto heróico-critico de sensibilização da nossa consciência e da do nosso público, sobre estas questões?

Género: Teatro
Duração aproximada: 1h45m
Classificação etária: M/16
Preço: 5 euros


INFORMAÇÕES E RESERVAS:

As Boas Raparigas/ Estúdio Zero
Rua do Heroísmo, 86,
4300-254 begin_of_the_skype_highlighting              4300-254      end_of_the_skype_highlighting begin_of_the_skype_highlighting              4300-254      end_of_the_skype_highlighting begin_of_the_skype_highlighting 4300-254 end_of_the_skype_highlighting begin_of_the_skype_highlighting 4300-254 end_of_the_skype_highlighting Porto
Tel/ Fax 225 373 265
Tlm 961 487 507
asboasraparigas@gmail.com

Bisturi
913730799
Os.bisturi@gmail.com



sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Menção da APCT

PRÉMIO DA CRÍTICA

Nota para a imprensa

A Associação Portuguesa de Críticos de Teatro atribuiu o Prémio da Crítica, relativo ao ano de 2010, ao FIMFA e a João Paulo Seara Cardoso.
O júri foi constituído por Alexandra Moreira da Silva, João Carneiro, Maria Helena Serôdio e Rui Pina Coelho.

O mesmo júri decidiu ainda atribuir três Menções Especiais, respectivamente, a Miguel Guilherme (O Senhor Puntila e o seu Criado Matti, Novo Grupo/Teatro Aberto), Luís Castro/Karnart (Húmus) e ao colectivo de Mulheres Profundas / Animais Superficiais, espectáculo d’ As Boas Raparigas: Carla Miranda, Maria do Céu Ribeiro e Miguel Eloy.

A cerimónia da entrega destes prémios realiza-se no próximo dia 12 de Março (sábado), no Jardim de Inverno do São Luiz Teatro Municipal (Lisboa), às 15h00, sendo livre a entrada.

Acrescentamos, a seguir, curtas justificações críticas destas distinções.

PRÉMIO DA CRÍTICA atribuído ao FIMFA e a João Paulo Seara Cardoso
Ao FIMFA – Festival Internacional de Marionetas de Lisboa – por dez anos de trabalho perseverante e continuado na apresentação, em Portugal, do que de mais interessante e importante existe no Teatro de Marionetas, Objectos e Formas Animadas. E a João Paulo Seara Cardoso, sem o qual o Teatro de Marionetas em Portugal não existiria na sua forma, dimensão e qualidade actuais.

MENÇÕES ESPECIAIS atribuídas a:

Miguel Guilherme (O Senhor Puntila e o seu criado Matti)
Pelo brilho e excelência singular na composição do Senhor Puntila, aliando um domínio exemplar do registo e do tempo cómicos a uma compreensão global da espessura do discurso do espectáculo. Uma interpretação superlativa, de argúcia felina, que articulava um contacto com o público de temperatura popular e sincrónica com um entendimento vasto do gesto e da necessidade do projecto.

Luís Castro / Karnart (Húmus)
Pela inspirada e brilhante teatralização do universo de Raúl Brandão, afeiçoando a estética da perfinst a uma evocação compadecida dos humildes que habitam a obra brandoniana. Usando de forma criativa os vários espaços da Galeria Monumental, Luís Castro concebeu – com a assistência plástica de Vel Z e banda sonora de Adriano Filipe – um percurso de acções que os actoresAndré Uerba, Bibi Perestrelo, Fernando Grilo, Mariana Lemos, Sara Carinhas e Vel Z iam executando de forma rigorosa, mas paredes meias com o onírico, esconjurando beleza e dor, desejo e medo, vida e morte.

Carla Miranda, Maria do Céu Ribeiro e Miguel Eloy (Mulheres Profundas / Animais Superficiais)
Há já vários anos que As Boas Raparigas... nos surpreendem com interpretações irrepreensíveis e perturbadoras de um vasto leque de personagens do não menos perturbador universo de Howard Barker. O elenco do espectáculo Mulheres Profundas / Animais Superficiais (encenação de Rogério de Carvalho, tradução de Paulo Eduardo Carvalho), constituído por Carla Miranda, Maria do Céu Ribeiro e Miguel Eloy, oferece-nos três interpretações justíssimas da partitura do autor britânico, que aliam rigor e instinto num trabalho de invulgar qualidade, quer na composição física (com destaque para Miguel Eloy na inquietante personagem do cão), quer no domínio da palavra ritmada e tensa (ao qual nos habituaram as muito barkerianas Carla Miranda e Maria do Céu Ribeiro) deixando em suspenso as mais variadas possibilidades.

Associação Portuguesa de Críticos de Teatro
Maria Helena Serôdio
Presidente do Júri