segunda-feira, 11 de junho de 2007

Convidamo-lo a assistir à ultima série de apresentações do espectáculo AVIDA no Porto, nos dias 14, 15 e 16 de Junho, pelas 21.30h, no Estúdio Zero.Um evento multimédia e performativo que nos fala do quotidiano, do adulto que somos, do mundo... que é muito grande... e das unhas dos pés que ainda mexem... da vontade de bazar daqui prafora...AVIDA explora mundos particulares de 15 pessoas que vivem em 3 comunidades e que assumem alguma actividade artística no seu quotidiano. Pedaços destas vidas, são expostos no palco, confrontadas com as palavras e a acção de três actores - cada um deles com todo um universo para revelar e sugerir.


15 testemunhos em vídeo mais 3 actores em cena, numa deriva performativa que se estende desde a memória da infância até à ideia da morte. Esta proposta inovadora e refrescante fala-nos do que é ser adulto hoje, neste país, num registo que vai da tragédia à comédia. Um outro modo de fazer teatro, de conviver com os multimedia no teatro, de comunicar com o espectador.Este é um tempo mutante. O tempo de um novo adulto, que navega num novo mar de informação, hábitos flutuantes, vento de mudança e uma canção de esquecimento. Neste novo contexto, o adulto apreende a sua perenidade, a sua falibilidade, e reinventa-se ou, pelo menos, reavalia-se. Sente a necessidade da reflexão contínua como estratégia necessária numa existência livre mas sujeita a constantes contingências económicas e sociais.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

O CORTE de MARK RAVENHILL pelos ASSÉDIO

17 de Maio a 10 de Junho Estúdio Zero
Terça a Sábado às 21.30 h. Domingo às 16.00 h.
Duração aprox. 90 minutos
M17


Sinopse:

Paul é um alto funcionário do Estado. Aparentemente razoável e cioso dos trâmites da Administração, Paul aplica o Corte, uma punição cirúrgica ancestral que a opinião pública há muito critica e que a sua própria família combate. Susan, a sua mulher, vive ensimesmada em dramas domésticos desproporcionados, que amortece com calmantes, enquanto Stephen, seu filho, se envolve em movimentos estudantis pela abolição do Corte. O retrato oblíquo desta família revela uma preocupação latente com o conforto e com a cordialidade, como se fossem o substituto natural do afecto. Quando o poder troca de mãos, perante a força da mudança política e a exigência de que se prestem contas, Paul passa a ser o réu justo, ou o bode expiatório, face a um novo quadro de valores e a um novo modelo de humanidade. O carácter precário das instituições e da consanguinidade é posto a nu, num texto que alia o humor e a imprevisibilidade a um amplo conhecimento das relações humanas. Umas vezes dúbio, outras desconcertantes, O Corte vive, sobretudo, da torção propositada de um certo horizonte de expectativas.

Tradução
Constança Carvalho Homem
Encenação
João Cardoso
Cenografia
Sissa Afonso
Figurinos
Bernardo Monteiro
Desenho de Luz
Nuno Meira
Sonoplastia
Francisco Leal
Operação de luz
Bruno Santos
Operação de som
João Oliveira
Costureira
Fernanda Resende


Interpretação
Diana Couto
Hélder Guimarães
João Cardoso
Luciano Amarelo
Rosa Quiroga
Sandra Ribeiro

sexta-feira, 4 de maio de 2007