segunda-feira, 27 de abril de 2009

MEDEIA


WORKSHOP DE INTERPRETAÇÃO


O workshop abordará o texto Agora Sou Medeia de Luís Mestre, utilizando alguns excertos para o levantamento de situações cénicas e características da escrita deste autor/encenador contemporâneo. Procurar-se-á desenvolver um trabalho de interpretação, explorando as temáticas propostas pelo texto, sendo dada grande relevância à inter-relação entre a emoção e a palavra, na perspectiva do actor.


Destinatários: Alunos de teatro finalistas e recém-formados, actores em princípio de carreira

Orientação: Luís Mestre Datas: 26 a 29 Maio (20h30 às 23h30)

Envio de CV + Foto (até 20 de Maio) : asboasraparigas@gmail.com




O número de participantes é limitado.

A selecção será feita através de CV.

A participação é gratuita.




Estúdio Zero - Rua do Heroísmo,86 (Metro do Heroísmo)
225373265
asboasraparigas@gmail.com

terça-feira, 21 de abril de 2009

OS EUROPEUS DE HOWARD BARKER




Co-produção
As Boas Raparigas…, TNSJ
/

Criou a Wrestling School, porque percebeu que o desconforto do seu “Teatro da Catástrofe”, assente no conflito, na dor e no êxtase da tragédia, já não cabia na cena teatral britânica. Sozinho em casa, Howard Barker teve a sorte de encontrar no Porto a “sua” companhia (As Boas Raparigas…) e o “seu” encenador (Rogério de Carvalho). Os seus nomes já se cruzaram nas fichas artísticas de Possibilidades (1998), Tio Vânia (2000) e Mãos Mortas (2006), a demonstrar que a radicalidade do primeiro convive bem com a austeridade dos segundos, que o trabalho rigoroso sobre a voz e a palavra é uma espécie de chão comum que tem produzido os seus frutos. Com Os Europeus, As Boas Raparigas… regressam ao convívio de Barker por uma questão de “oportunidade”. Elas dizem porquê: a Viena de 1683 devastada pelos turcos, o contexto histórico deste “conto cruel”, é um lugar demasiado próximo de nós (“a terra devastada, o Estado decadente, uma cultura questionada”). Também dizem onde: “Este é um Mundo sem piedade, sem descanso, sem qualquer humanidade, onde temos frio, muito frio. É a Europa”.
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autor
Howard Barker
tradução Francisco Frazão
encenação Rogério de Carvalho
cenografia
Cláudia Armanda
figurinos Bernardo Monteiro
desenho de luz Jorge Ribeiro
sonoplastia Luís Aly
interpretação Carla Miranda, Cláudia Chéu, Elmano Sancho, Laura Barbeiro, Maria do Céu Ribeiro, Maria Ladeira, Miguel Eloy, Nuno Geraldo, Paula Garcia, Paulo Duarte, Wagner Borges


TEATRO CARLOS ALBERTO (Rua das Oliveiras, 43 Porto)
15-31 Maio
Terça a Sábado 21h30 Domingo 16h00
Duração aproximada 1:50
Classificação etária
Maiores de 16 anos

Atendimento e Bilheteira
  • Informações 800‑10‑8675 (Número grátis a partir de qualquer rede)
  • T +351 22 340 19 10
  • F +351 22 208 83 03
  • bilheteira@tnsj.pt
  • Terça‑feira a Sábado 14:00-19:00 (ou até às 22:00, nos dias em que há espectáculos em exibição)
  • Domingo 14:00-17:00

quarta-feira, 11 de março de 2009

CO-PRODUÇÃO As Boas Raparigas/ A TURMA



COMPANHIA A TURMA

APRESENTA

OS QUE SUCEDEM

25 MARÇO A 3 ABRIL 2009
21H30
ESTÚDIO ZERO // PORTO
TEXTO // LUÍS MESTRE
ENCENAÇÃO // MANUEL TUR
MAIORES DE 16 ANOS


OS QUE SUCEDEM é o segundo trabalho d’A TURMA, recentemente formada por jovens artistas das Artes do Espectáculo. O convite ao Luís Mestre surgiu da urgência da procura de um texto que nos fizesse querer fazer, que nos parecesse pertinente e que tocasse no que pretendemos abordar.
OS QUE SUCEDEM nasceu do trabalho de improvisação dos actores a partir das propostas lançadas pelo dramaturgo, propostas essas que alimentaram o texto, que o questionaram, que o transformaram, e que, finalmente, o definiram. Desenvolvemos um processo de trabalho que se alicerça na relação entre o encenador e as propostas dos actores, dando valor ao que se faz e porque se faz, à importância do acto criativo conjunto. Trabalhamos também a relação entre os actores e o público, quer seja no questionar de convenções quer na descoberta de mecanismos de transformação e construção cénica, que alterarão essa mesma relação. Queremos explorar a escrita para teatro nos dias de hoje, as novas dramaturgias, que reflectem as ansiedades e preocupações dos criadores envolvidos.

SINOPSE
Três jovens executam um assalto com contornos misteriosos. Acossados e feridos decidem esconder-se num espaço abandonado. É nessa noite que as relações entre eles são postas à prova e que as suas memórias mais profundas revelam as heranças familiares.


ESTREIA E CARREIRA ARTÍSTICA DO ESPECTÁCULO
Estúdio Zero, Porto - 25 de Março a 3 de Abril de 2009
Teatro Helena Sá e Costa, Porto – 23 a 26 de Setembro de 2009

FICHA ARTÍSTICA
Autor Luís Mestre
Encenação ManuelTur
Interpretação André Brito, António Parra, JoanaTeixeira e Tiago Correia
Cenografia Ana Gormicho e DanielTeixeira
Figurinos Anita Gonçalves
Desenho de Luz Francisco Teles
Música Original Frederico Botelho

FICHA TÉCNICA
FOTOGRAFIA RICARDO MIRANDA
VÍDEO FRANCISCO LOBO
DESIGN GRÁFICO INÊS FERREIRA
PRODUÇÃO EXECUTIVA JOANA NETO


A COMPANHIA
A TURMA nasceu da necessidade de um espaço para explorar, confrontar e experimentar conhecimentos, aprendizagens e opções artísticas. Um espaço que nos permitisse uma abordagem a novas estéticas, novas linguagens, novas dramaturgias, que nos definissem e que definissem as nossas preocupações.
O nosso primeiro espectáculo: Tu Acreditas no que Quiseres estreou a 22 de Abril, no espaço alternativo Maria Vai com as Outras, no Porto. Foi produzido de forma totalmente independente, conseguindo uma excelente aceitação por parte do público (a lotação rondou os 90% nas 4 apresentações).
Depois desta bem sucedida experiência, onde se experimentou uma adaptação de um clássico do séc. XX, Loucos por amor de Sam Shepard, iniciamos agora uma colaboração com um dramaturgo contemporâneo que, através de um trabalho de proximidade, nos permitirá avançar em processos de investigação e criação dramatúrgica.
A TURMA é formada por Ana Gormicho, André Brito, António Parra, Daniel Teixeira, Joana Neto, Manuel Tur e Tiago Correia.
Novos criadores de diversas áreas do espectáculo - Interpretação, Encenação, Cenografia, Figurinos e Produção.


A TURMA conheceu-se na ESMAE (Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo), Porto, onde começou a desenvolver, em conjunto, as primeiras experiências semi-profissionais. A Turma quer continuar a desenvolver a carreira profissional como companhia, continuando a aposta na criação de, pelo menos, um espectáculo por ano. O plano é também fazer carreira com os espectáculos, para dar a conhecer o trabalho a nível nacional e por questões de sus¬tentabilidade. O espectáculo de 2010 já está em ebulição!

Preço - 5 euros

Estúdio Zero - Rua do Heroísmo,86 (Metro do Heróismo)

INFORMAÇÕES E RESERVAS

225373265


estudio0.blogspot.com

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

WORKSHOP DE VOZ E EXPRESSÃO ORAL






A Companhia de Teatro As Boas Raparigas vai organizar um Workshop de Voz e Expressão Oral.



A voz como forma de desenvolvimento do potencial perceptivo, expressivo e criativo de cada um.



Este workshop dirige-se a adultos que precisam de usar a voz na sua profissão e que sentem necessidade de consciencialização, correcção, aperfeiçoamento ou reciclagem (jornalistas, locutores, advogados, professores)



Conteúdos:

Respiração

Corpo e voz

Som

Articulação

Ritmo e cadência

Elocução

Intenção

Emoção



"A convenção do teatro é que o coração apenas se exprime e se faz compreender pelos gestos e com o corpo – ou pela voz, que é tanto da alma como do corpo." Albert Camus



Orientação: Maria do Céu Ribeiro



Datas: 14,16,18,21,25,28 de Fevereiro / 2,4, e 7 de Março

(Total de sessões:9)



Horário: Segundas e Quartas das 19h00-23h00 e aos Sábados das 15h00 às 19h00



Local: Rua do Heroísmo nº86, Porto



Limite de participantes: 12



Admissão: 75 Euros



Informações / inscrições: 225 373 265 asboasraparigas@gmail.com






Breve currículo

Maria do Céu Ribeiro é co-fundadora da companhia "As Boas Raparigas…" onde tem desenvolvido o seu trabalho como actriz.

Formada em Teatro-Interpretação, foi aluna de Natália de Matos, Teresa Lima, João Lóio, João Grosso. Realizou um estágio em Londres com a professora de voz Julia Wilson-Dickson e frequentou seminários de voz com Luís Madureira.

Lecciona a disciplina de Voz/Expressão Oral na Academia Contemporânea do Espectáculo, desde 1998.

Nos últimos anos, tem sido chamada a leccionar Voz/Texto no curso de teatro da Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo.



ESTRUTURA FINANCIADA POR

MINISTÉRIO DA CULTURA / DIRECÇÃO – GERAL DAS ARTES

APOIO – FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Em cena dias 12 e 13 de Dezembro


A Carbonária

Uma récita-atentado

de Ana Deus, António Preto e João Sousa Cardoso

Sinopse

A Carbonária é um trabalho concebido e interpretado por Ana Deus, António Preto e João Sousa Cardoso, motivado pelo episódio histórico do assassinato do Rei em Portugal e do papel activo das organizações de inspiração republicana, entre as quais a Carbonária Portuguesa, no acontecimento.

Esta “récita-atentado” é uma proposta performativa que cruza a evocação da instauração da República no nosso país com uma reflexão sobre o Portugal contemporâneo. Os três autores (e performers) escolheram trabalhar a obra “Porque Morreu Eanes” do escritor Álvaro Lapa (1978), um texto construído a partir da técnica do “cut up”, popularizada por Brion Gysin e William S. Burroughs.

O espectáculo, produzido em dois períodos de residência artística (nos Laboratoires d’Aubervilliers, em Paris, e no Estúdio Zero, no Porto), investiga a exploração das formas visíveis na obscuridade (necessária à conspiração política) e a experimentação sonora da palavra, através da voz e do recurso a meios rudimentares operados em cena.

A Carbonária propõe, no cruzamento de diversas formas disciplinares (teatro, canto, artes visuais e literatura), a revisitação do texto de Álvaro Lapa, numa adaptação assumidamente livre. E com isso, pensar o país. Hoje.

FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA

Título

A Carbonária – Uma récita-atentado

A partir de

“Porque Morreu Eanes” de Álvaro Lapa

Concepção, encenação e interpretação

Ana Deus, António Preto, João Sousa Cardoso

Locais de Acolhimento

29 Novembro - Teatro Municipal de Bragança (Bragança)

4, 5 e 6 Dezembro - Casa Conveniente (Lisboa)

11 Dezembro - Teatro Sá da Bandeira (Santarém)

12 e 13 Dezembro - Estúdio Zero (Porto)

9 e 10 Janeiro – Oficina Municipal de Teatro (Coimbra)

Locais de Residência Artística

Les Laboratoires d’Aubervilliers (Paris)

Balleteatro (Porto)

Estúdio Zero (Porto)

Fotografia

PAT

Co-produção

Três Quatro Lente

As Boas Raparigas...

Ano de produção

2008

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Estado Crítico


O som dos tacões no soalho do teatro [BOAS]

Persona, de Ingmar Bergman, pel’ As Boas Raparigas
Porto, 2 de Outubro

Persona, o filme, é célebre por se referir ao próprio acto de filmar. Quando uma das duas personagens (ou metade de uma única) espeta o pé num vidro deixado pela outra, a fita acaba por queimar, dando lugar a fantasmas de cinema, como se o ferimento ficcional tivesse originado uma coisa infilmável. Em momentos cirúrgicos, a ficção é cortada, e o realizador lembra que se trata de um faz-de-conta. Um faz-de-conta de inspiração psicanalítica, claro, mas mesmo assim um faz-de-conta.

Em palco, é mais fácil recordar às pessoas que se está apenas a fingir. Basta o toque-toque dos tacões da menina no soalho para nos lembrar que afinal estamos no teatro. As revelações ou os picos de tensão de uma peça podem bem ser sublinhados por todo o tipo de coisas que nos chame de volta para a realidade, quando já pensávamos estar a salvo dela, num mundo de fantasia.

A encenação desta Persona para palco optou por não almofadar as solas de um dos pares de sapatos, dispensando o truque. Neste caso, o som dos saltos altos é usado para assinalar a inversão de papéis das personagens, ao mesmo tempo que afirma a materialidade incontornável dos corpos das actrizes. Há outros marcadores de que estamos num palco, o principal dos quais é o uso de uma cortina, aberta depois das primeiras cenas e fechada antes do ataque final. Esta e outras convenções, denunciadas com gosto, são usadas como trunfos da teatralidade: cada gesto desperta os sentidos, em especial o instinto espacial que, no cinema ou na literatura, costuma estar bem mais adormecido.

Mas o que desestabiliza a leitura, e incita o espectador a procurar significados ocultos, são os pequenos gatos escondidos com o rabo de fora. (Os passos na rua; a porta aberta para o pátio; o televisor com as palavras em sueco.) A figurinista, de cujo trabalho gosto em particular, faz maravilhas com os trapos. A presença dos corpos é tão ameaçadora como sedutora, revelando a pele das actrizes, mais trigueira, uma, mais láctea a outra. A montagem, que parecia mais difícil de reproduzir, por ser forma específica do cinema, foi incorporada neste espectáculo graças à agilidade no uso dos figurinos, adereços e cenário, e às diferentes atmosferas da iluminação, que ritmam uma espécie de mudança de planos. Assim, dá gosto ir ao teatro.

Esta fábula foi a melhor maneira de Bergman desabafar, rompendo o mutismo do ficcionista perante o olhar do garoto no gueto judaico de Varsóvia ou a serenidade do monge vietnamita imolando-se pelo fogo. A foto do Gueto e a filmagem do Vietname transcendem o mero noticiário, é óbvio, e representam o horror de modo arquetípico, ou não teriam lugar no guião de Persona, cuja metáfora é a divisão de personalidade entre a horrível verdade e a cara que mostramos. O apego de Vogler à verdade fá-la renunciar à fala, na impossibilidade de ser verdadeira perante o horror. Mas a que horror corresponde a resposta d’ As Boas? Que actos sanguinários são ocultados por máscaras de palavras? Privada da sua relação (metafórica) com episódios históricos exemplares, a revelação, por parte da mãe, do asco que tem pelo filho, perde a grandeza que nos horrorizaria até cairmos no mutismo, qual Electra do século XXI.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Persona de Ingmar Bergman


“Persona é o conhecimento, um terrível conhecimento sobre a nossa solidão, a nossa singularidade. A nossa capacidade de tocar um ao outro. É uma confissão dos nossos medos. Do homem, do fracasso, da morte. Persona é um drama sobre o desespero, o silêncio. Um terror indescritível da vida em todos os aspectos. É um drama sobre a sensibilidade da pele, dos rostos e das palavras não entendidas. Persona é uma ilusão estilhaçada. Uma vitória sobre o silêncio.“
Texto do trailer de Persona


Encenação│ João Pedro Vaz
Tradução│ Armando Silva Carvalho
Cenografia│ Cláudia Armanda
Design de Luz│ Nuno Meira
Sonoplastia│ Luís Aly
Figurinos│Catarina Barros
Elenco│Maria do Céu Ribeiro e Sandra Salomé


Persona, Suécia, 1966 – Guião de Ingmar Bergman


Sinopse

A actriz Elizabeth Vogler deixa de falar durante uma representação teatral de Electra. O seu mutismo em relação aos que a rodeiam é total, sendo então internada numa clínica. Não está doente, simplesmente optou pelo silêncio. Alma, uma jovem enfermeira, fica encarregada de tratar dela. Quando, a conselho médico, as duas se isolam numa ilha, passam a desenvolver uma intimidade e cumplicidade crescentes. Com isso estabelece-se uma constante troca de identidades.


Persona

Obra impregnada do conceito de pecado e principalmente da culpa, Persona é fiel aos temas recorrentes das obras de Ingmar Bergman. Em Persona, é visível a submissão do autor ao estilo a que ele sempre recorreu: a temática bastante densa e sempre pessimista, com poucos personagens, vivendo situações de crise intensa em ambientes quase sempre claustrofóbicos, mesmo que o cenário seja a paisagem de uma ilha. Sabendo que com Bergman vida e obra são conceitos indissociáveis, assinala-se que o filme foi confessamente concebido durante um período de profunda crise do autor, quando este se encontrava hospitalizado devido a uma pneumonia e em período de questionamento da sua actividade como director do Teatro Nacional de Estocolmo. Como ele próprio afirma: "Era necessário, por conseguinte, escrever qualquer coisa que apaziguasse a sensação de futilidade que sentia, a sensação de estar a marcar passo." Da mesma forma, PERSONA deixa claro os momentos em que o artista se vê impassível ao observar que, mesmo contra o seu desejo, a sua arte acaba por ser inútil enquanto modificadora da realidade, impassibilidade essa que acaba por determinar o retiro e o silêncio constante de Elizabeth Vogler.
Cine Atila Francis 08/07/2008



Porto
De 24 de Setembro a 2 de Novembro no Estúdio Zero
Terça a Domingo às 21h45
M/16


Estúdio Zero - Rua do Heroísmo,86 (Metro do Heroísmo)

INFORMAÇÕES E RESERVAS
225373265
asboasraparigas@gmail.com
estudio0.blogspot.com

Companhia subsidiada pelo Ministério da Cultura / DGArtes.