segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

WORKLSHOP O MUNDO DE i/s/l?



O MUNDO DE i/s/l? (Idade, Sexo, Localização)


…. Já surfaste na net?

…. Estiveste em linha?

… Entraste numa sala de chat e encontraste algo ou alguém que não esperavas?

…. Já fizeste contacto com um estranho, já te foi pedido o teu i/s/l?


É fácil conhecer pessoas.

Demasiado fácil, talvez.


Já alguma vez respondeste… como uma pessoa diferente… e sentiste excitação quando eles te responderam?

Já alguma vez descobriste coisas que não sabias que existiam, assustaste-te, mas voltaste a olhar pela segunda, e terceira e quarta vez… e sentiste uma excitação???

Já te sentiste mais tu…. Sendo outra pessoa?


Bem-vindo ao mundo do i/s/l?


…………………onde nada é o que parece ser


Isl? Pretende expor o fenómeno da Internet, a sensação de liberdade que permite aos utilizadores e o lado negro que prolifera.

isl? pergunta ‘ o que é a realidade?’ à Geração Cibernética. Num mundo onde o trabalho cibernético é possível ao clicar de um botão e um milhão de vidas pode ser conhecido através de centenas de salas de chat, quando é que a fantasia se transforma em vida real?

Na tentativa de descodificar, analisar e trabalhar o mundo dos perigos desconhecidos da Internet, a Companhia de Teatro As Boas Raparigas… criou um workshop onde a partir de dramatizações em palco, se tenta consciencializar os jovens estudantes (neste caso a faixa etária mais vulnerável, entre os 13 e os 17) das regras mínimas de segurança a ter nas suas relações sociais cibernéticas.

Principais Temas Abordados

- Fantasia e realidade – onde começa um mundo e termina o outro?

- Alter Egos e Fraude identitária

- Segurança na Internet

- Liberdade e Fuga

- Contar histórias – os mundos que construímos para além da nossa existência quotidiana


Para a realização do workshop é necessário atender a algumas condições:

Não mais de vinte alunos por grupo.

Um espaço vazio com disponibilização de cadeiras (no máximo 20).

Para que o workshop seja eficiente no que toca à formação dos alunos envolvidos, são necessárias 2 tardes, 2 manhãs seguidas ou 1 dia inteiro.

O custo do workshop inclui pagamento de viagens (caso a escola esteja a mais de 10 km da cidade do Porto) e um cachet de 250 euros.

Caso a vossa instituição queira mais informações sobre o workshop ou desde já inclui-lo nas actividades curriculares, queiram por favor comunicar com:

Carla Miranda – 966516566 ou

Cândida Silva – 961487507

asboasraparigas@gmail.com


As Boas Raparigas... / Estúdio Zero
Rua do Heroísmo, 86

4300 - 254 Porto

Tel. / Fax 225 373 265 Tlm. 961 487 507

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Jardim Zoológico de Cristal




Jardim Zoológico de Cristal
de Tennessee Williams
tradução Fernando Villas Boas

Porto

De 3 a 13 de Dezembro no Estúdio Zero
Terça a Domingo │21h30

M /12



encenação Nuno Cardoso
assistência de encenação Vítor Hugo Pontes
cenografia Fernando Ribeiro
figurinos StoryTaylors
desenho de luz José Álvaro Correia
sonoplastia Luís Aly
elenco
Maria do Céu Ribeiro, Micaela Cardoso, Luís Araújo, Romeu Costa
voz e elocução João Henriques
maquilhagem Marla Santos
vídeo Nuno Beira
web João Beira
comunicação Filipa Sampaio
design gráfico João Faria
direcção de produção Mauro Rodrigues
gestão José Luís Ferreira


Depois de “Platonov”, de Anton Tchekov, espectáculo que mereceu uma Menção Especial da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro, o Prémio de Melhor Espectáculo do Guia dos Teatros e a designação pelo jornal Público como “Melhor Espectáculo” de 2008, Nuno Cardoso leva agora à cena a peça “Jardim Zoológico de Cristal”, de Tennessee Williams.


Sinopse

Jardim Zoológico de Cristal é uma peça-memória: toda a acção é despoletada pelas evocações de um narrador, Tom Wingfield, também ele personagem da peça. Tom é um poeta aspirante, que trabalha num armazém de sapatos para sustentar a família: Amanda, sua mãe, e Laura, sua irmã. O pai, funcionário da companhia dos telefones, desapareceu há anos e, à excepção de um breve postal, nada mais se soube dele desde então.
Amanda, nascida numa família bem do Sul, presenteia regularmente os filhos com histórias da sua juventude idílica e das dezenas de pretendentes que então a cortejavam. Vive angustiada pelo defeito físico da sua filha Laura e pela sua incorrigível timidez, que a mantêm afastada do mundo e dedicada exclusivamente à sua colecção de animais de cristal. Para lhe garantir um futuro, inscreve-a numa Escola Comercial, unicamente para vir a descobrir que a incapacidade relacional da filha a levou a abandonar as aulas para vaguear sozinha pela cidade. Perante o insucesso escolar e profissional da filha, Amanda decide que o casamento é a única solução.
Tom odeia o seu trabalho no armazém, refugia-se na bebida (repetindo os passos do pai ausente), no cinema (espécie de álibi para todas as suas ausências) e na literatura, para desgosto da sua mãe. Depois de um dos frequentes momentos de discussão entre os dois, Tom cede aos pedidos insistentes da mãe e convida para jantar um seu colega de trabalho, com o objectivo de o aproximar de Laura.
E assim entre Jim O’Connor, um ‘rapaz normal’, confiante no futuro, psicólogo empírico, que descobre rapidamente a natureza de Laura e não consegue evitar jogar com ela o jogo da sedução, concretizando aparentemente os desejos de Amanda e abrindo finalmente o coração de Laura. Porém, como diz Amanda, «as coisas têm uma tendência para correr tão mal» …

O Projecto

Tom: «Eu sou o narrador e, ao mesmo tempo, personagem da peça. As outras personagens são a minha mãe, Amanda, a minha irmã Laura, e um convidado, que aparece nas cenas finais. Ele é a personagem mais realista da peça, o emissário de um mundo de realidade de que nós estávamos de certo modo afastados. Mas, já que tenho uma fraqueza de poeta por símbolos, vou usar esta personagem também como um símbolo. Ele é aquele não-sei-quê sempre adiado, mas sempre esperado, por que vivemos. Há uma quinta personagem nesta peça, que só aparece numa fotografia em tamanho maior que o real, por cima da lareira. É o nosso pai, que nos deixou há muito. Era um homem dos telefones que se apaixonou pelas longas distâncias. Desistiu do emprego na companhia telefónica e foi-se daqui, a cantar à chuva…»
A obra de Tennessee Williams traz-nos uma galeria de personagens singulares, pessoas que são símbolos embora sofram e vivam como pessoas normais. O ‘realismo poético’ que marca toda a sua obra oferece-nos um mundo quase igual ao que conhecemos, mas deslocado para uma leitura simbólica que nos faz questionar estas personagens tal como nos questionamos a nós próprios. Partindo de uma narrativa/memória com fortes marcas autobiográficas, Williams inspira-se em Tchekov para nos oferecer pessoas ordinárias que parecem carregar sobre si as angústias, os dilemas, o desejo de felicidade de toda a humanidade.
A escolha deste texto sintetiza todo um programa artístico: o reexercício, por uma equipa jovem, mas com créditos firmados no seu trabalho colectivo, de um modelo criativo que desafia uma linguagem de aparente verosimilhança e imediatismo mimético para chegar a uma linguagem que ponha em jogo o actor e o espectador português neste ano de 2009. Ou seja, a busca de uma desmontagem, de uma desconstrução, que afirme, paradoxalmente, o construído, o acumulado, na busca de uma linguagem artística do presente.
Nesta peça, a construção cénica complexa – em planos de espaço desencaixados que ilustram uma flutuação entre diferentes planos temporais e emocionais – propõe uma utilização especialmente codificada das áreas de representação, a projecção de legendas escritas e de imagens realistas ou simbólicas, bem como o uso persistente do comentário musical em ligação íntima com o texto, o que exigirá uma orquestração peculiar das diferentes especialidades no sentido de cumprir as disposições do guião proposto por Williams, ou de lhe criar variantes.


uma produção Ao Cabo Teatro
em co-produção com Centro Cultural Vila Flor (Guimarães), Teatro Viriato (Viseu), Teatro Aveirense, Theatro Circo de Braga, As Boas Raparigas… (Porto)



Estúdio Zero - Rua do Heroísmo, 86 (Metro do Heroísmo)

INFORMAÇÕES E RESERVAS
225 373 265
asboasraparigas@gmail.com
estudio0.blogspot.com
espectáculo apoiado pela Direcção-Geral das Artes/Ministério da Cultura

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

ACOLHIMENTO NOVEMBRO

DOR FANTASMA
De Manuel Bastos


Com encenação de Mário Trigo
Co-produção teatromosca e Teatro Focus



Estreia dia 20 de Novembro, às 21.30h
dia 21 de Novembro, às 21.30h
no Estúdio Zero [Porto]
maiores de 16 anos
bilhetes a 5 €




Desde 2007, o teatromosca vem apresentando um ciclo de espectáculos/apresentações dedicado ao tema da guerra colonial. Assim, em 2008, foram apresentadas três “fases preparatórias” do projecto teatral IGNARA#GUERRA COLONIAL, que culminará, em 2012, com a apresentação do espectáculo final homónimo. Em 2009, estreou o espectáculo “INFA 72”, com texto de Fernando Sousa, encenação de Mário Trigo e interpretação de Paulo Moura Lopes. Paralelamente, será produzido o espectáculo “Dor Fantasma”, uma co-produção do teatromosca com o Teatro Focus e a Fábrica da Pólvora - Clube Português de Artes e Ideias, com estreia agendada para dia 20 de Novembro de 2009, no Estúdio Zero, no Porto.


Este espectáculo constitui-se como um «monólogo a duas vozes», no qual duas personagens – um combatente e uma mulher- relatam episódios da «sua guerra», avaliando-a até às suas ínfimas, imponderáveis consequências.
Os «fait-divers» do teatro de guerra- entenda-se, o conjunto de acontecimentos que, em meio do caos, instituem essa espécie de perverso «padrão de normalidade»- são permanentemente desmontados pelo olhar lúcido, clínico, distanciado das personagens, apostadas em transmutar o horror da guerra em material de reflexão política (apartidária) ou em exercício extremo de auto-conhecimento.
A deliberada inclusão da personagem feminina na colagem de que o guião resulta- caucionada pela tematização que Manuel Bastos, atentamente, lhe vota- corresponde à candente necessidade de reconhecimento do papel (ainda hoje secundado) que a mulher portuguesa desempenhou antes, durante e depois do conflito armado aduzido.


PONTO DE PARTIDA


Há uma geração inteira de ignorantes da Guerra Colonial. Filhos de ex-combatentes que, sobre o assunto, sabem, apenas, os fragmentos descosidos que os pais resgatam (quando resgatam), do côncavo doído da memória. Toponímias impronunciáveis, apelidos de camaradas de armas, clímaxes sangrentos, aerogramas, álbuns de retratos.
Enquanto «é cedo» (Herodes) ou «é já tarde» (Pilatos) para que o País se reconcilie com um dos mais importantes e decisivos processos da história contemporânea portuguesa, o tema é, ainda, tabu de programas escolares que chutam a guerra colonial para as últimas páginas dos compêndios.
A América, mais «publicitária», exorciza o Vietname e seu chorrilho de heróis e anti-heróis. Mal ou bem, o cinema, a literatura, os media revelam aos americanos a sua fealdade real. Transmuta o horror da guerra no ouro alquímico do auto-conhecimento, resgata os seus fantasmas.
Nós? Também tivemos a nossa conta de massacres (por exemplo, o de Wiriyamu, Chawola e Juwau, em Moçambique), de bombas de napalm (por exemplo, em Mata Bala, Nambuangongo e Zala, no norte de Angola), de deficientes (quinze mil, quinhentos e sete mutilados com deficiência permanente, segundo estatística do Estado Maior do Exército).
«Guerra não escolhe», diria um activista da UPA, o movimento independentista angolano que despoletou o massacre de dois mil colonos portugueses e seis mil dos seus trabalhadores bailundos, no norte de Angola, acendendo o rastilho da guerra. De um lado e do outro, portugueses, angolanos, guineenses, moçambicanos, personagens de um teatro abjecto: o da guerra.
No espaço de 13 anos, de 61 a 74, cerca de oitocentos mil homens, rumaram a Angola, Guiné e Moçambique para defender as «colónias» ou «províncias ultramarinas» (como lhes chamou, sucessivamente, Salazar e Caetano) das mãos dos independentistas. Resultado: Oito mil e quinhentos mortos do lado português. Do lado africano, as contas estão, ainda, por fazer. Mas contam-se, pelo menos, em dezenas de milhar.
Nós, 33 anos depois da Revolução de Abril - que determinaria o fim da veleidade imperial do Estado Novo, abrindo portas à descolonização -, permanecemos analfabetos para o tema, com o trabalho de casa por fazer. Porquê?

DOR FANTASMA

A encenação que se pretende para o projecto teatral denominado Dor Fantasma, terá por princípio fundamental circunscrever-se aos vectores dramatúrgicos emanentes dos textos escritos por Manuel Bastos.
Recorrendo à competência técnica e artística de dois actores, lançar-se-á sobre o espaço cénico uma invocação da realidade concreta em questão - a guerra colonial portuguesa e seus protagonistas.
Os elementos constituintes de cena, criteriosamente aí dispostos a fim de elaborarem uma narrativa dramática coerente, terão por norma fracturar os testemunhos/documentos reais legados pela história e seus contextos, vertendo-os para o espectador como ficção possível.
Por seu lado, o espectador reconhecerá nos conteúdos veiculados pelo espectáculo um fundo material germinado fora de palco, recebendo-o então como meio transmissor de denominadores comuns a todas as guerras.
Esta dialéctica fará então desdobrar a área cénica pelas diferentes imagens mentais derivadas da vivência empírica de cada um dos espectadores, optimizando assim o potencial literário de partida, convertendo-o em prática teatral de uma comunidade que pretende reflectir o seu património histórico.

SOBRE O AUTOR

Manuel Correia de Bastos nasceu na vila de Aguim, no concelho de Anadia, em 1950.
Foi mobilizado para ex-colónia de Moçambique com o posto de furriel miliciano, no cumprimento do serviço militar obrigatório, onde chegou no dia 12 de Fevereiro de 1972 até ser gravemente ferido em combate no dia 4 de Junho de 1972, devido à deflagração de uma mina anti-pessoal.
Tem escrito crónicas sobre a guerra colonial especialmente no Jornal da Associação dos Deficientes das Forças Armadas, e mantém desde 2003 um dos mais antigos Blogs sobre a Guerra Colonial, O Cacimbo, em http://cacimbo.blogspot.com/.
Embora a crítica especializada ainda não tenha «descoberto» este autor seminal, trata-se, sem dúvida, do ponto de vista literário, uma das vozes mais surpreendentes que têm, nos últimos anos, riscado a oferta editorial sobre o tema, ombreando, sem dúvida, com nomes tão fundamentais como António Lobo Antunes, Lídia Jorge, Manuel Alegre, Fernando Assis Pacheco, entre outros.
Da sua escrita pode destacar-se o modo como, glosando um tema tão «obsceno» como é a guerra (a sua, de um modo muito particular), consegue, munindo-se de metáforas límpidas e eficazes, atingir um lirismo de profundo fôlego filosófico de pendor filantrópico.


SOBRE O ENCENADOR

Mário Trigo, fundador e Director Artístico da Associação Cultural Teatro Focus, tem vindo a trabalhar, de há seis anos a esta parte, textos sobre a guerra colonial. Em 2006, com efeito, fechou- com Companhia de Caçadores, em cena na Casa dos Dias da Água, em Lisboa (espectáculo contemplado com um apoio pontual do Instituto das Artes)- um ciclo de três encenações subordinadas ao tema (as outras duas foram Violeta- Puta de Guerra, em cena na Sala-Estúdio do Teatro da Trindade, em 2004; e Infa 72, no Teatro Taborda, 2002) todas em colaboração com o dramaturgo (e ex-combatente) Fernando Sousa. As suas encenações têm merecido a aclamação da crítica, pelo rigor, qualidade e coerência demonstrados.


Ficha Artística e Técnica

Designação do espectáculo|«Dor Fantasma - a partir de textos de Manuel Bastos»
Encenação|Mário Trigo
Dramaturgia|Paulo Campos dos Reis
Interpretação|Filipe Araújo e Susana Gaspar
Movimento|Diana Alves
Grafismo|Alex Gozblau
Direcção de produção|Pedro Alves
Co-produção|teatromosca e Teatro Focus


Estúdio Zero - Rua do Heroísmo, 86 (Metro do Heroísmo)

INFORMAÇÕES E RESERVAS
914 616 949
teatromosca@gmail.com
http://teatromosca-retratinhos.blogspot.com

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

ACOLHIMENTO NOVEMBRO

RETRATINHOS pelo Teatromosca | Estúdio Zero | 20 e 21 de Novembro


Apresentação do projecto e objectivos


Depois do sucesso alcançado com «Literaturinha», ciclo de leituras encenadas de clássicos da literatura infanto-juvenil - que, entre Outubro de 2006 e Junho de 2008, estreou 17 diferentes leituras em co-produção com o Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, apresentadas, posteriormente, pelo País, em regime de itinerância (incluindo o circuito intermunicipal da responsabilidade da Artemrede) - o teatromosca apresenta, agora, nova produção dirigida à mesma faixa etária (a partir dos 4 anos), designada «Retratinhos».

O objectivo maior destes «Retratinhos» consiste na apresentação, a meninos e meninas, de personalidades maiores (e menores) da História Universal, (funcionando como valioso complemento lúdico-pedagógico aos conteúdos programáticos de diferentes disciplinas, desde o pré-escolar ao 3º ciclo), cruzando sempre temas de cariz informativo/pedagógico (enunciando aspectos determinantes da vida do retratado, contextualização histórica do espaço/tempo em que viveu, e, claro, explicitação das razões pelas quais granjeou o seu lugar no panteão) ou de cariz mais lúdico (por via da efabulação romanesca, pretende-se, como «estratégia de sedução», iluminar fait-divers ignorados, curiosos ou divertidos, que compõem uma espécie de petit histoire do retratado).

Deseja-se, assim, pelo teatro, pela escrita criativa, validar a ideia de que os homens e mulheres que «fazem»/«são» a História possuem uma existência real (frívola, até) e que, em qualquer circunstância, possuímos (nós, os ilustres que os compêndios desconhecem…) méritos suficientes para, também, protagonizar a história (a nossa, a do Mundo).


Os Textos/Guiões


Escritos originalmente, serão as vozes dos dois intérpretes/anfitriões (personagens) que convidam os pequenos espectadores a conhecer o retratado.

Trata-se, portanto, de um projecto teatral que privilegia a dramaturgia contemporânea de língua portuguesa, através da redacção de textos originais com uma linguagem adaptada à faixa etária a que se destinam. Serão múltiplas e multiplicadas aquelas vozes. Se evocam o retratado (na terceira pessoa), serão a voz de narradores heterodiegéticos e omniscientes; se em discurso directo, assumem-se como a voz do próprio retratado ou a de outras personagens afins ao seu universo. O jogo é este. O dos contadores de histórias, da História, das estórias da História.


METODOLOGIA


Desde Setembro de 2008, o teatromosca tem vindo a reunir com diferentes parceiros do projecto (maioritariamente, espaços museológicos) procurando estabelecer, em estreita colaboração, estratégias de difusão, programação e implementação do projecto nos vários espaços escolhidos para acolher os espectáculos. Simultaneamente, auscultou os directores e os responsáveis pelos serviços educativos destes espaços, com o objectivo de elaborar uma listagem rigorosa, coerente e acertiva de personalidades históricas que seriam abordadas.

Numa segunda fase, enquanto decorriam os contactos de pré-produção (contactar parceiros, estabelecer novas parcerias e programando as diferentes carreiras de cada um dos espectáculos), foram convidados 8 jovens escritores (boa parte deles com obra publicada) para escreverem os textos que serviriam de base para o trabalho cénico. Esses textos poderão tomar diferentes formatos e estilos. Poderão ser dramáticos, narrativos, poéticos... Actualmente, os textos estão a ser produzidos e a sua publicação é um dos objectivos do projecto.

Cada texto (correspondente a um “Retratinho” diferente) será entregue a uma equipa de três artistas (1 encenador + 2 intérpretes) para que, num curto espaço de tempo de ensaios, criem um espectáculo de pequenas dimensões (40 minutos aproximadamente), de carácter multi-disciplinar. Partindo de estímulos sugeridos pelos textos que lhes foram entregues, este núcleo de criadores trabalhará sobre esses materiais literários, com eles e/ ou contra eles. No fim, dos textos poderá restar apenas um vestígio (salvaguardando sempre o carácter informativo dos espectáculos que assentarão, sobretudo, sobre a palavra dita em cena).


Os espectáculos destinam-se ao público infanto-juvenil, a partir dos 4 anos, escolar ou público geral.


Estúdio Zero - Rua do Heroísmo, 86 (Metro do Heroísmo)

INFORMAÇÕES E RESERVAS
914 616 949
teatromosca@gmail.com
http://teatromosca-retratinhos.blogspot.com

terça-feira, 14 de julho de 2009

MEDEIA


CRÉDITOS: AS BOAS RAPARIGAS

quinta-feira, 25 de junho de 2009

MEDEIA a partir de Eurípides

Creditos: As Boas Raparigas


Sei que crimes vou cometer, mas a cólera é mais forte que minha vontade.”

Medeia




Porto
1º Fase da Carreira
De 10 a 26 de Julho no Estúdio Zero
Terça a Sábado às 21h45
Domingo às 16h
2º Fase da Carreira
De 18 a 30 de Setembro no Estúdio Zero
Terça a Sábado às 21h45
Domingo às 16h
M/12



MEDEIA
a partir de Eurípides



Encenação│ Luís Mestre
Tradução│ Maria Helena Pereira
Cenografia│ As Boas Raparigas e Luís Mestre
Design de Luz│ Joana Oliveira*
Sonoplastia
│ Luís Aly
Figurinos │ As Boas Raparigas
Elenco
Carla Miranda
Daniel Pinto
Maria do Céu Ribeiro
Nuno Cardoso



*Aluna em Prova de Aptidão Profissional do Curso de Luz, Som e Efeitos Cénicos da Academia Contemporânea do Espectáculo


Sinopse


Medeia, princesa da distante Cólquida, (hoje Geórgia) descendente do Sol, apaixonada por Jasão, traiu a sua família e abandonou a terra natal, auxiliando o seu amado e a expedição dos argonautas a conquistarem o velo (pêlo de carneiro) de ouro. Quando, anos mais tarde, depois de terem constituído família e se terem instalado na Grécia, Jasão anuncia que pretende desposar uma princesa local para aumentar o seu prestígio e influência, Medeia, para vingar o ultraje de Jasão, serve-se da astúcia e de conhecimentos mágicos, e arquitecta o assassinato da noiva e de seus próprios filhos.



Medeia


Com o poeta Eurípides, a tragédia grega ganhou novos elementos. Eurípides soube pintar as paixões humanas como nenhum dos dramaturgos gregos anteriores. Em Medeia (431 a.C.), apresentou o retrato psicológico de uma mulher carregada de amor e ódio. Medeia representa um novo tipo de personagem na tragédia grega: esposa repudiada e estrangeira perseguida, ela revolta-se contra o mundo que a rodeia, rejeitando o conformismo tradicional. Tomada de uma fúria terrível, mata os filhos que teve com o marido, para se vingar dele. É uma das figuras femininas mais impressionantes da dramaturgia universal.




Estúdio Zero - Rua do Heroísmo, 86 (Metro do Heroísmo)

INFORMAÇÕES E RESERVAS
225 373 265
asboasraparigas@gmail.com
estudio0.blogspot.com

Companhia subsidiada pelo Ministério da Cultura / DGArtes.






quinta-feira, 4 de junho de 2009

Os Monólogos da Marijuana


Noventa minutos, três actores, num cenário simples e eficaz, dão vida a três personagens desconcertantes que, curiosamente, têm o seus próprios nomes. Assistimos a uma sátira social extremamente bem conseguida, à laia de stand-up que agarrará a sua gargalhada desde o primeiro ao último minuto.

O texto não é uma apologia ao consumo de marijuana, e muito menos de outras drogas! Trata-se sim, de uma reflexão irónica e com muito humor, sobre o “universo” que rodeia a controversa marijuana. Os prós, os contras, as contradições, as crenças, as ilusões, os mitos e mistérios, os ritos e rituais, enfim, o raciocínio da sociedade moderna em relação a este “fruto proibido”, é neste espectáculo enaltecido e posto em causa de forma brilhante, contagiante e saudável!


Tudo isso podes conhecer em “Os Monólogos da Marijuana”, montagem de “The Marijuana-Logues”,de Arj Barker, Doug Benson e Tony Camin. A estreia, em 2003, aconteceu na off-Broadway Novaiorquina. Desde então tem percorrido o mundo, com sucesso.


“ Os Monólogos da Marijuana” iluminaram NYC. Emitindo uma energia ligeiramente subversiva e que induz ao riso…dinâmica…este completo e talentoso trio traz nova vida ao humor sobre erva. De escrita inventiva…irresistivelmente engraçado…sem papas na língua.” - ASSOCIATED PRESS – , é uma das importantes críticas que vem recebendo desde então.


FICHA TÉCNICA:


Encenação: Yuri Kurkotchensky | Tradução: Ana Seoane

Elenco: João Craveiro | Paulo Duarte Ribeiro | Tobias Monteiro

Desenho de Luz: Paulo Santos

Música Original: Manuel Lobo | Som: Gaetan Besson

Design e Fotos: Frederico Saraiva | Pedro M. Leitão | IDWork: Sofia Catarino

Produção, Assessoria de Imprensa & Promoção: Transilvânia Produções


Classificação Etária: M/18 anos.

Bilhetes: de 10 € (preço único).


Apresentações

12 e 13 de Junho “Os Monólogos da Marijuana” estará em cena no Estúdio Zero às 21h30.


Estúdio Zero

Rua do Heroísmo nº 86 (Metro Heroísmo)

4300-254 Porto

Tel. 225 373 265 | asboasraparigas@gmail.com


Informações e Reservas


T- 963 661 601 | E - monologosdamarijuana@gmail.com