quinta-feira, 22 de setembro de 2011

segunda-feira, 18 de julho de 2011

MARAT/SADE







MARAT/SADE*


de PETER WEISS
com encenação de ANTÓNIO JÚLIO



Co-Produção

Numa Norma/As Boas Raparigas


Porto

21 de Julho a 6 de Agosto


no

ESTÚDIO ZERO

Terça a Domingo às 21.30h

M/16


Preço Único 5€



“Marat/Sade”

Considerada uma das maiores obras do teatro moderno, “Marat/Sade” constitui um olhar sobre a revolução, o poder e a fragilidade humana. A acção tem lugar no “Asilo de Charenton” (França), onde o Marquês de Sade se encontra internado, em Julho de 1808. É nesse asilo que Sade dirige uma outra peça: um drama sobre a morte de Jean-Paul Marat, um dos líderes da Revolução Francesa, que havia sido assassinado na banheira, há quinze anos atrás, por Carlotte Corday (Julho de 1793). É uma representação sangrenta e implacável da luta de classes e do sofrimento humano, que pergunta se a verdadeira revolução surge das transformações sociais ou da mudança no indivíduo.
Numa Norma


PROVA DE APTIDÃO PROFISSIONAL (PAP) DOS FINALISTAS DA ACE ESCOLA DE ARTES

A Prova de Aptidão Profissional constitui um elemento nuclear do Projecto Educativo da Academia Contemporânea do Espectáculo configurando-se como um “ritual de passagem” entre o universo escolar e a prática teatral profissional. Após três anos de formação, os alunos finalistas confrontam com o público, com o meio e com um júri alargado constituído por criadores, técnicos directores de teatros, críticos e representantes das associações profissionais, o resultado das suas aprendizagens numa área específica (interpretação, luz, som, cenografia, figurinos ou adereços).
Ao longo dos 16 anos de actividade da ACE, a PAP, cujo modelo estimulava os alunos a constituírem unidades de produção autónomas, esteve directamente na origem de várias companhias profissionais e da renovação dos quadros técnicos e artísticos das estruturas existentes. Vários Teatros (Carlos Alberto, Rivoli, Campo Alegre, Helena Sá e Costa, Vila Flor,…), Auditórios (Gaia, Espinho, Aveiro,… ), Museus ( Soares dos Reis, Guerra Junqueiro, Romântico...), jardins e ruas e, ainda, o Siloauto, o Planetário, a Estação da Trindade, o Castelo de S. João da Foz, a Capela do Palácio de Cristal, a Praia de Leça, as Caves Ramos Pinto, entre outros, converteram-se em cenários de Genet, Pinter, Torga, Beckett, Tchekov, Herberto Hélder, Ionesco ou Copi. Desde 1993 que espectáculos de teatro, teatro de rua, teatro de marionetas, concertos, exposições, e recitais, Provas de Aptidão Profissional da ACE, marcam de forma vincada a vida cultural da região.



MARAT/SADE insere-se no Ciclo de Espectáculos dos Finalistas da ACE Escola de Artes.


Quatro espectáculos, em diferentes espaços da cidade, apresentam os futuros profissionais à comunidade.

Ocupando 4 espaços de relevância (Auditório da ACE Teatro do Bolhão, Estúdio Zero, Passos Manuel e Fábrica Social – Fundação José Rodrigues), os alunos finalistas da ACE Escola de Artes confrontam o público e a comunidade teatral com o resultado da sua formação de 3 anos, interpretação, cenografia, aderecistas, figurinistas, sonoplastas ou desenhadores de luz. Em colaboração com encenadores reconhecidos como actores, cenógrafos (Victor Hugo Pontes, António Júlio, Rodrigo Santos e Álvaro Correia) esta é uma excelente oportunidade para se ver o que mais de jovem e audaz se faz.

* Este espectáculo constitui a Prova de Aptidão Profissional (PAP) dos alunos finalistas da Escola


MARAT/SADE
de Peter Weiss

Tradução
Sylviane Angèle Rigolet

Encenação e Dramaturgia
António Júlio

Assistência de Encenação
Paulo Mota

Interpretação
Beatriz Frutuoso Anunciador*
Daniela Marques Charlotte Corday*
Edi Gaspar Jean-Paul Marat*
Élio Ferreira Marquês de Sade*
Hélder Silva Duperret*
Maria Teresa Barbosa Jacques Roux*
André Loubet Religiosa
Carlos Gonçalves Paciente
Catarina Ribeiro Enfermeira
Cristina Silva Paciente
Edgar Costa Cantor Soldado Raso
Hugo Silva Cantor Cocorocó
Inah Santos Cantora Toutinegra
Pedro Roquette Coulmier
Renata Fernandes Simone Évrard
Tiago Lourenço Enfermeiro

Cenografia
Ana Rigolet Neves*

Apoio à Execução de Cenografia
Luma Breves
Fernando Almeida

Figurinos e Adereços
Francisco Martins*
Paula Cabral*

Apoio à Execução de Figurinos
Cândida Campos
Alzira Leitão

Luz
José Carlos Santos*

Som
João Vítor Sousa*

Apoio Técnico
Diogo Mendes
José Carlos Menezes
Apoio à Produção
Fernando Almeida
ACE - Academia Contemporânea do Espectáculo - Glória Cheio

Registo de Vídeo
José Simões

Co-Produção
“As Boas Raparigas…”

Apoios
ACE - Academia Contemporânea do Espectáculo

* alunos em prova

Estúdio Zero - Rua do Heroísmo nº 86 (junto ao metro do Heroísmo)- Porto

Informações │915 497 636 │ 225 373 265 │numanorma@gmail.com

sábado, 9 de julho de 2011

NARRATIVA FOTOGRAFICA SOBRE O TEXTO "A PEDRA"

http://paulopimenta.blogspot.com/2011/07/narrativa-fotografica-sobre-o-texto-e.html

terça-feira, 28 de junho de 2011












A PEDRA

de Marius von Mayenburg

“Enquanto a casa passa de dono para dono, e de geração para geração, os segredos enterrados no jardim e surgidos nas paredes, revelam-se”.

Porto

De 06 a 10 de Julho

De 09 a 25 de Setembro

no Estúdio Zero

Terça a Sábado às 21h45

Domingo às 16h00

Dia 24 de Setembro uma sessão extra às 16h00.

M/12



AUTOR│ Marius von Mayenburg

TRADUÇÃO│ Ricardo Braun

ENCENAÇÃO│ Cristina Carvalhal

INTERPRETAÇÃO│ Daniel Pinto, Joana Carvalho, Júlia Correia, Maria do Céu Ribeiro, Sandra Salomé, Sara Carinhas

DESENHO DE LUZ│ Nuno Meira

CENOGRAFIA│ Cláudia Armanda

FIGURINOS│ Catarina Barros

SONOPLASTIA│ Luís Aly

DESIGN GRÁFICO│ Sara Pazos

SINOPSE

Depois da queda do Muro de Berlim, três mulheres, a avó, a filha e a neta recuperam a casa de família, formalmente comprada a um casal de judeus. As leis da restituição deram-lhes esta propriedade que tinham abandonado para ir para o Ocidente. Tudo podia correr bem, mas a memória e o modo como elas tentam reconstruir o passado, assombram o local.



A PEDRA

Enquanto uma casa em Dresden passa de um dono para outro e de geração em geração, uma pedra enterrada no jardim revela os segredos escondidos de uma família alemã. A Pedra examina as reverberações e herança de sessenta anos de História alemã desde a Segunda Guerra Mundial até à Queda do Muro de Berlim. A história começa em 1935, quando Witha e o marido Wolfgang compram uma casa a um casal judeu que está a ser forçado a fugir da Alemanha. Depois de começarem a viver na casa, esta é atacada pela Juventude Hitleriana, que lhe atira pedras às janelas. A história salta para 1945, para o bombardeamento de Dresden. Witha sobrevive à destruição, escondendo-se na cave com a filha Heidrun, e Wolfgang morre.

A próxima parte da história da família ocorre em 1953, quando Witha decide mudar-se para a Alemanha Ocidental com Heidrun, à procura de uma vida melhor. Enquanto vasculham as coisas que vão levar consigo, Heidrun descobre uma das pedras que tinha sido usada no ataque à casa. Ela questiona a mãe sobre o papel do pai na guerra e sobre a sua morte. Witha diz-lhe que Wolfgang salvou uma família de judeus, ajudando-os na fuga, e que foi morto a tiro pelos russos. Antes de irem embora, Heidrun enterra a pedra no jardim.

A história continua em 1978. Heidrun está grávida e conseguiu ir visitar a sua casa de infância com Witha. Como a Alemanha de Leste é agora um estado comunista, a casa é propriedade comunal e está habitada por três famílias. Quando a visitam, só há uma família em casa e elas pedem para dar uma vista de olhos. O homem que ali vive não as deixa entrar, mas Heidrun suborna a neta com a promessa de lhe enviar uma tablete de chocolate do Ocidente todos os anos pelo aniversário da criança. Heidrun desenterra a pedra do jardim e leva-a consigo.

A última parte da história acontece em 1993, na sequência da queda do Muro de Berlim. Heidrun reclamou a casa e voltou a viver nela com Witha e a filha Hannah. Uma mulher aparece à porta, afirmando que veio incomodá-las. Descobrimos que ela é a neta que conheceram em 1978 e veio reclamar as tabletes de chocolate que Heidrun lhe prometeu mas nunca lhe enviou. Também as informa da perturbação e raiva que provocaram ao obrigar a família a sair da casa.

No decurso da conversa com a mulher, Witha revela a verdade do que aconteceu com a família judia em 1935. Heidrun e Hannah recusam-se a acreditar nela e contentam-se em pensar que a idade confundiu e turvou a memória de Witha.

É importante referir que, apesar de serem estes os acontecimentos cronológicos da história, o autor, Marius von Mayenburg, não apresenta a história de forma linear na peça. Pelo contrário, os períodos de tempo são entremeados e uma cena em 1935 pode aparecer imediatamente antes ou depois de uma cena em 1993 ou de outra em 1978.



Marius von Mayenburg

Marius von Mayenburg nasceu em Munique em 1972. Estudou Alemão Antigo na Universidade de Munique, antes de se mudar para Berlim em 1992, onde fez um curso de dramaturgo na escola Hochschule der Künste de 1994 a 1998. Em 1995 concluiu uma colocação no Münchner Kammerspiele. Em 1998 tornou-se membro da equipa de direcção artística no Baracke, o teatro-estúdio do Deutsches Theater em Berlim. Em 1999 foi com Thomas Ostermeier trabalhar como director artístico e damaturgo residente no Berliner Schaubühne am Lehniner Platz. A sua peça “Fireface” estreou no Royal Court Theatre em 2000 encenada por Dominic Cooke e “The Ugly One” foi produzida em 2007 pelo Royal Court e encenada por Ramin Gray. Ganhou dois prestigiosos prémios na Alemanha: o Kleist-Förderpreis für junge Dramatik 1997 com “Fireface”, e Preis der Autorenstiftung “Heiddelberger Stückemarkt” 1998.

Nova Arte Dramática Alemã, Instituto Goethe



ESTÚDIO ZERO - Rua do Heroísmo nº 86 4300 – 254 Porto


INFORMAÇÕES E RESERVAS

Tel.Fax 225 373 265

asboasraparigas@gmail.com