quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Jardim Zoológico de Cristal

video


Jardim Zoológico de Cristal
de Tennessee Williams
tradução Fernando Villas Boas

Porto

De 3 a 13 de Dezembro no Estúdio Zero
Terça a Domingo │21h30

M /12



encenação Nuno Cardoso
assistência de encenação Vítor Hugo Pontes
cenografia Fernando Ribeiro
figurinos StoryTaylors
desenho de luz José Álvaro Correia
sonoplastia Luís Aly
elenco
Maria do Céu Ribeiro, Micaela Cardoso, Luís Araújo, Romeu Costa
voz e elocução João Henriques
maquilhagem Marla Santos
vídeo Nuno Beira
web João Beira
comunicação Filipa Sampaio
design gráfico João Faria
direcção de produção Mauro Rodrigues
gestão José Luís Ferreira


Depois de “Platonov”, de Anton Tchekov, espectáculo que mereceu uma Menção Especial da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro, o Prémio de Melhor Espectáculo do Guia dos Teatros e a designação pelo jornal Público como “Melhor Espectáculo” de 2008, Nuno Cardoso leva agora à cena a peça “Jardim Zoológico de Cristal”, de Tennessee Williams.


Sinopse

Jardim Zoológico de Cristal é uma peça-memória: toda a acção é despoletada pelas evocações de um narrador, Tom Wingfield, também ele personagem da peça. Tom é um poeta aspirante, que trabalha num armazém de sapatos para sustentar a família: Amanda, sua mãe, e Laura, sua irmã. O pai, funcionário da companhia dos telefones, desapareceu há anos e, à excepção de um breve postal, nada mais se soube dele desde então.
Amanda, nascida numa família bem do Sul, presenteia regularmente os filhos com histórias da sua juventude idílica e das dezenas de pretendentes que então a cortejavam. Vive angustiada pelo defeito físico da sua filha Laura e pela sua incorrigível timidez, que a mantêm afastada do mundo e dedicada exclusivamente à sua colecção de animais de cristal. Para lhe garantir um futuro, inscreve-a numa Escola Comercial, unicamente para vir a descobrir que a incapacidade relacional da filha a levou a abandonar as aulas para vaguear sozinha pela cidade. Perante o insucesso escolar e profissional da filha, Amanda decide que o casamento é a única solução.
Tom odeia o seu trabalho no armazém, refugia-se na bebida (repetindo os passos do pai ausente), no cinema (espécie de álibi para todas as suas ausências) e na literatura, para desgosto da sua mãe. Depois de um dos frequentes momentos de discussão entre os dois, Tom cede aos pedidos insistentes da mãe e convida para jantar um seu colega de trabalho, com o objectivo de o aproximar de Laura.
E assim entre Jim O’Connor, um ‘rapaz normal’, confiante no futuro, psicólogo empírico, que descobre rapidamente a natureza de Laura e não consegue evitar jogar com ela o jogo da sedução, concretizando aparentemente os desejos de Amanda e abrindo finalmente o coração de Laura. Porém, como diz Amanda, «as coisas têm uma tendência para correr tão mal» …

O Projecto

Tom: «Eu sou o narrador e, ao mesmo tempo, personagem da peça. As outras personagens são a minha mãe, Amanda, a minha irmã Laura, e um convidado, que aparece nas cenas finais. Ele é a personagem mais realista da peça, o emissário de um mundo de realidade de que nós estávamos de certo modo afastados. Mas, já que tenho uma fraqueza de poeta por símbolos, vou usar esta personagem também como um símbolo. Ele é aquele não-sei-quê sempre adiado, mas sempre esperado, por que vivemos. Há uma quinta personagem nesta peça, que só aparece numa fotografia em tamanho maior que o real, por cima da lareira. É o nosso pai, que nos deixou há muito. Era um homem dos telefones que se apaixonou pelas longas distâncias. Desistiu do emprego na companhia telefónica e foi-se daqui, a cantar à chuva…»
A obra de Tennessee Williams traz-nos uma galeria de personagens singulares, pessoas que são símbolos embora sofram e vivam como pessoas normais. O ‘realismo poético’ que marca toda a sua obra oferece-nos um mundo quase igual ao que conhecemos, mas deslocado para uma leitura simbólica que nos faz questionar estas personagens tal como nos questionamos a nós próprios. Partindo de uma narrativa/memória com fortes marcas autobiográficas, Williams inspira-se em Tchekov para nos oferecer pessoas ordinárias que parecem carregar sobre si as angústias, os dilemas, o desejo de felicidade de toda a humanidade.
A escolha deste texto sintetiza todo um programa artístico: o reexercício, por uma equipa jovem, mas com créditos firmados no seu trabalho colectivo, de um modelo criativo que desafia uma linguagem de aparente verosimilhança e imediatismo mimético para chegar a uma linguagem que ponha em jogo o actor e o espectador português neste ano de 2009. Ou seja, a busca de uma desmontagem, de uma desconstrução, que afirme, paradoxalmente, o construído, o acumulado, na busca de uma linguagem artística do presente.
Nesta peça, a construção cénica complexa – em planos de espaço desencaixados que ilustram uma flutuação entre diferentes planos temporais e emocionais – propõe uma utilização especialmente codificada das áreas de representação, a projecção de legendas escritas e de imagens realistas ou simbólicas, bem como o uso persistente do comentário musical em ligação íntima com o texto, o que exigirá uma orquestração peculiar das diferentes especialidades no sentido de cumprir as disposições do guião proposto por Williams, ou de lhe criar variantes.


uma produção Ao Cabo Teatro
em co-produção com Centro Cultural Vila Flor (Guimarães), Teatro Viriato (Viseu), Teatro Aveirense, Theatro Circo de Braga, As Boas Raparigas… (Porto)



Estúdio Zero - Rua do Heroísmo, 86 (Metro do Heroísmo)

INFORMAÇÕES E RESERVAS
225 373 265
asboasraparigas@gmail.com
estudio0.blogspot.com
espectáculo apoiado pela Direcção-Geral das Artes/Ministério da Cultura

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

ACOLHIMENTO NOVEMBRO

DOR FANTASMA
De Manuel Bastos


Com encenação de Mário Trigo
Co-produção teatromosca e Teatro Focus



Estreia dia 20 de Novembro, às 21.30h
dia 21 de Novembro, às 21.30h
no Estúdio Zero [Porto]
maiores de 16 anos
bilhetes a 5 €




Desde 2007, o teatromosca vem apresentando um ciclo de espectáculos/apresentações dedicado ao tema da guerra colonial. Assim, em 2008, foram apresentadas três “fases preparatórias” do projecto teatral IGNARA#GUERRA COLONIAL, que culminará, em 2012, com a apresentação do espectáculo final homónimo. Em 2009, estreou o espectáculo “INFA 72”, com texto de Fernando Sousa, encenação de Mário Trigo e interpretação de Paulo Moura Lopes. Paralelamente, será produzido o espectáculo “Dor Fantasma”, uma co-produção do teatromosca com o Teatro Focus e a Fábrica da Pólvora - Clube Português de Artes e Ideias, com estreia agendada para dia 20 de Novembro de 2009, no Estúdio Zero, no Porto.


Este espectáculo constitui-se como um «monólogo a duas vozes», no qual duas personagens – um combatente e uma mulher- relatam episódios da «sua guerra», avaliando-a até às suas ínfimas, imponderáveis consequências.
Os «fait-divers» do teatro de guerra- entenda-se, o conjunto de acontecimentos que, em meio do caos, instituem essa espécie de perverso «padrão de normalidade»- são permanentemente desmontados pelo olhar lúcido, clínico, distanciado das personagens, apostadas em transmutar o horror da guerra em material de reflexão política (apartidária) ou em exercício extremo de auto-conhecimento.
A deliberada inclusão da personagem feminina na colagem de que o guião resulta- caucionada pela tematização que Manuel Bastos, atentamente, lhe vota- corresponde à candente necessidade de reconhecimento do papel (ainda hoje secundado) que a mulher portuguesa desempenhou antes, durante e depois do conflito armado aduzido.


PONTO DE PARTIDA


Há uma geração inteira de ignorantes da Guerra Colonial. Filhos de ex-combatentes que, sobre o assunto, sabem, apenas, os fragmentos descosidos que os pais resgatam (quando resgatam), do côncavo doído da memória. Toponímias impronunciáveis, apelidos de camaradas de armas, clímaxes sangrentos, aerogramas, álbuns de retratos.
Enquanto «é cedo» (Herodes) ou «é já tarde» (Pilatos) para que o País se reconcilie com um dos mais importantes e decisivos processos da história contemporânea portuguesa, o tema é, ainda, tabu de programas escolares que chutam a guerra colonial para as últimas páginas dos compêndios.
A América, mais «publicitária», exorciza o Vietname e seu chorrilho de heróis e anti-heróis. Mal ou bem, o cinema, a literatura, os media revelam aos americanos a sua fealdade real. Transmuta o horror da guerra no ouro alquímico do auto-conhecimento, resgata os seus fantasmas.
Nós? Também tivemos a nossa conta de massacres (por exemplo, o de Wiriyamu, Chawola e Juwau, em Moçambique), de bombas de napalm (por exemplo, em Mata Bala, Nambuangongo e Zala, no norte de Angola), de deficientes (quinze mil, quinhentos e sete mutilados com deficiência permanente, segundo estatística do Estado Maior do Exército).
«Guerra não escolhe», diria um activista da UPA, o movimento independentista angolano que despoletou o massacre de dois mil colonos portugueses e seis mil dos seus trabalhadores bailundos, no norte de Angola, acendendo o rastilho da guerra. De um lado e do outro, portugueses, angolanos, guineenses, moçambicanos, personagens de um teatro abjecto: o da guerra.
No espaço de 13 anos, de 61 a 74, cerca de oitocentos mil homens, rumaram a Angola, Guiné e Moçambique para defender as «colónias» ou «províncias ultramarinas» (como lhes chamou, sucessivamente, Salazar e Caetano) das mãos dos independentistas. Resultado: Oito mil e quinhentos mortos do lado português. Do lado africano, as contas estão, ainda, por fazer. Mas contam-se, pelo menos, em dezenas de milhar.
Nós, 33 anos depois da Revolução de Abril - que determinaria o fim da veleidade imperial do Estado Novo, abrindo portas à descolonização -, permanecemos analfabetos para o tema, com o trabalho de casa por fazer. Porquê?

DOR FANTASMA

A encenação que se pretende para o projecto teatral denominado Dor Fantasma, terá por princípio fundamental circunscrever-se aos vectores dramatúrgicos emanentes dos textos escritos por Manuel Bastos.
Recorrendo à competência técnica e artística de dois actores, lançar-se-á sobre o espaço cénico uma invocação da realidade concreta em questão - a guerra colonial portuguesa e seus protagonistas.
Os elementos constituintes de cena, criteriosamente aí dispostos a fim de elaborarem uma narrativa dramática coerente, terão por norma fracturar os testemunhos/documentos reais legados pela história e seus contextos, vertendo-os para o espectador como ficção possível.
Por seu lado, o espectador reconhecerá nos conteúdos veiculados pelo espectáculo um fundo material germinado fora de palco, recebendo-o então como meio transmissor de denominadores comuns a todas as guerras.
Esta dialéctica fará então desdobrar a área cénica pelas diferentes imagens mentais derivadas da vivência empírica de cada um dos espectadores, optimizando assim o potencial literário de partida, convertendo-o em prática teatral de uma comunidade que pretende reflectir o seu património histórico.

SOBRE O AUTOR

Manuel Correia de Bastos nasceu na vila de Aguim, no concelho de Anadia, em 1950.
Foi mobilizado para ex-colónia de Moçambique com o posto de furriel miliciano, no cumprimento do serviço militar obrigatório, onde chegou no dia 12 de Fevereiro de 1972 até ser gravemente ferido em combate no dia 4 de Junho de 1972, devido à deflagração de uma mina anti-pessoal.
Tem escrito crónicas sobre a guerra colonial especialmente no Jornal da Associação dos Deficientes das Forças Armadas, e mantém desde 2003 um dos mais antigos Blogs sobre a Guerra Colonial, O Cacimbo, em http://cacimbo.blogspot.com/.
Embora a crítica especializada ainda não tenha «descoberto» este autor seminal, trata-se, sem dúvida, do ponto de vista literário, uma das vozes mais surpreendentes que têm, nos últimos anos, riscado a oferta editorial sobre o tema, ombreando, sem dúvida, com nomes tão fundamentais como António Lobo Antunes, Lídia Jorge, Manuel Alegre, Fernando Assis Pacheco, entre outros.
Da sua escrita pode destacar-se o modo como, glosando um tema tão «obsceno» como é a guerra (a sua, de um modo muito particular), consegue, munindo-se de metáforas límpidas e eficazes, atingir um lirismo de profundo fôlego filosófico de pendor filantrópico.


SOBRE O ENCENADOR

Mário Trigo, fundador e Director Artístico da Associação Cultural Teatro Focus, tem vindo a trabalhar, de há seis anos a esta parte, textos sobre a guerra colonial. Em 2006, com efeito, fechou- com Companhia de Caçadores, em cena na Casa dos Dias da Água, em Lisboa (espectáculo contemplado com um apoio pontual do Instituto das Artes)- um ciclo de três encenações subordinadas ao tema (as outras duas foram Violeta- Puta de Guerra, em cena na Sala-Estúdio do Teatro da Trindade, em 2004; e Infa 72, no Teatro Taborda, 2002) todas em colaboração com o dramaturgo (e ex-combatente) Fernando Sousa. As suas encenações têm merecido a aclamação da crítica, pelo rigor, qualidade e coerência demonstrados.


Ficha Artística e Técnica

Designação do espectáculo|«Dor Fantasma - a partir de textos de Manuel Bastos»
Encenação|Mário Trigo
Dramaturgia|Paulo Campos dos Reis
Interpretação|Filipe Araújo e Susana Gaspar
Movimento|Diana Alves
Grafismo|Alex Gozblau
Direcção de produção|Pedro Alves
Co-produção|teatromosca e Teatro Focus


Estúdio Zero - Rua do Heroísmo, 86 (Metro do Heroísmo)

INFORMAÇÕES E RESERVAS
914 616 949
teatromosca@gmail.com
http://teatromosca-retratinhos.blogspot.com

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

ACOLHIMENTO NOVEMBRO

RETRATINHOS pelo Teatromosca | Estúdio Zero | 20 e 21 de Novembro


Apresentação do projecto e objectivos


Depois do sucesso alcançado com «Literaturinha», ciclo de leituras encenadas de clássicos da literatura infanto-juvenil - que, entre Outubro de 2006 e Junho de 2008, estreou 17 diferentes leituras em co-produção com o Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, apresentadas, posteriormente, pelo País, em regime de itinerância (incluindo o circuito intermunicipal da responsabilidade da Artemrede) - o teatromosca apresenta, agora, nova produção dirigida à mesma faixa etária (a partir dos 4 anos), designada «Retratinhos».

O objectivo maior destes «Retratinhos» consiste na apresentação, a meninos e meninas, de personalidades maiores (e menores) da História Universal, (funcionando como valioso complemento lúdico-pedagógico aos conteúdos programáticos de diferentes disciplinas, desde o pré-escolar ao 3º ciclo), cruzando sempre temas de cariz informativo/pedagógico (enunciando aspectos determinantes da vida do retratado, contextualização histórica do espaço/tempo em que viveu, e, claro, explicitação das razões pelas quais granjeou o seu lugar no panteão) ou de cariz mais lúdico (por via da efabulação romanesca, pretende-se, como «estratégia de sedução», iluminar fait-divers ignorados, curiosos ou divertidos, que compõem uma espécie de petit histoire do retratado).

Deseja-se, assim, pelo teatro, pela escrita criativa, validar a ideia de que os homens e mulheres que «fazem»/«são» a História possuem uma existência real (frívola, até) e que, em qualquer circunstância, possuímos (nós, os ilustres que os compêndios desconhecem…) méritos suficientes para, também, protagonizar a história (a nossa, a do Mundo).


Os Textos/Guiões


Escritos originalmente, serão as vozes dos dois intérpretes/anfitriões (personagens) que convidam os pequenos espectadores a conhecer o retratado.

Trata-se, portanto, de um projecto teatral que privilegia a dramaturgia contemporânea de língua portuguesa, através da redacção de textos originais com uma linguagem adaptada à faixa etária a que se destinam. Serão múltiplas e multiplicadas aquelas vozes. Se evocam o retratado (na terceira pessoa), serão a voz de narradores heterodiegéticos e omniscientes; se em discurso directo, assumem-se como a voz do próprio retratado ou a de outras personagens afins ao seu universo. O jogo é este. O dos contadores de histórias, da História, das estórias da História.


METODOLOGIA


Desde Setembro de 2008, o teatromosca tem vindo a reunir com diferentes parceiros do projecto (maioritariamente, espaços museológicos) procurando estabelecer, em estreita colaboração, estratégias de difusão, programação e implementação do projecto nos vários espaços escolhidos para acolher os espectáculos. Simultaneamente, auscultou os directores e os responsáveis pelos serviços educativos destes espaços, com o objectivo de elaborar uma listagem rigorosa, coerente e acertiva de personalidades históricas que seriam abordadas.

Numa segunda fase, enquanto decorriam os contactos de pré-produção (contactar parceiros, estabelecer novas parcerias e programando as diferentes carreiras de cada um dos espectáculos), foram convidados 8 jovens escritores (boa parte deles com obra publicada) para escreverem os textos que serviriam de base para o trabalho cénico. Esses textos poderão tomar diferentes formatos e estilos. Poderão ser dramáticos, narrativos, poéticos... Actualmente, os textos estão a ser produzidos e a sua publicação é um dos objectivos do projecto.

Cada texto (correspondente a um “Retratinho” diferente) será entregue a uma equipa de três artistas (1 encenador + 2 intérpretes) para que, num curto espaço de tempo de ensaios, criem um espectáculo de pequenas dimensões (40 minutos aproximadamente), de carácter multi-disciplinar. Partindo de estímulos sugeridos pelos textos que lhes foram entregues, este núcleo de criadores trabalhará sobre esses materiais literários, com eles e/ ou contra eles. No fim, dos textos poderá restar apenas um vestígio (salvaguardando sempre o carácter informativo dos espectáculos que assentarão, sobretudo, sobre a palavra dita em cena).


Os espectáculos destinam-se ao público infanto-juvenil, a partir dos 4 anos, escolar ou público geral.


Estúdio Zero - Rua do Heroísmo, 86 (Metro do Heroísmo)

INFORMAÇÕES E RESERVAS
914 616 949
teatromosca@gmail.com
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terça-feira, 14 de julho de 2009

MEDEIA


CRÉDITOS: AS BOAS RAPARIGAS

quinta-feira, 25 de junho de 2009

MEDEIA a partir de Eurípides

Creditos: As Boas Raparigas


Sei que crimes vou cometer, mas a cólera é mais forte que minha vontade.”

Medeia




Porto
1º Fase da Carreira
De 10 a 26 de Julho no Estúdio Zero
Terça a Sábado às 21h45
Domingo às 16h
2º Fase da Carreira
De 18 a 30 de Setembro no Estúdio Zero
Terça a Sábado às 21h45
Domingo às 16h
M/12



MEDEIA
a partir de Eurípides



Encenação│ Luís Mestre
Tradução│ Maria Helena Pereira
Cenografia│ As Boas Raparigas e Luís Mestre
Design de Luz│ Joana Oliveira*
Sonoplastia
│ Luís Aly
Figurinos │ As Boas Raparigas
Elenco
Carla Miranda
Daniel Pinto
Maria do Céu Ribeiro
Nuno Cardoso



*Aluna em Prova de Aptidão Profissional do Curso de Luz, Som e Efeitos Cénicos da Academia Contemporânea do Espectáculo


Sinopse


Medeia, princesa da distante Cólquida, (hoje Geórgia) descendente do Sol, apaixonada por Jasão, traiu a sua família e abandonou a terra natal, auxiliando o seu amado e a expedição dos argonautas a conquistarem o velo (pêlo de carneiro) de ouro. Quando, anos mais tarde, depois de terem constituído família e se terem instalado na Grécia, Jasão anuncia que pretende desposar uma princesa local para aumentar o seu prestígio e influência, Medeia, para vingar o ultraje de Jasão, serve-se da astúcia e de conhecimentos mágicos, e arquitecta o assassinato da noiva e de seus próprios filhos.



Medeia


Com o poeta Eurípides, a tragédia grega ganhou novos elementos. Eurípides soube pintar as paixões humanas como nenhum dos dramaturgos gregos anteriores. Em Medeia (431 a.C.), apresentou o retrato psicológico de uma mulher carregada de amor e ódio. Medeia representa um novo tipo de personagem na tragédia grega: esposa repudiada e estrangeira perseguida, ela revolta-se contra o mundo que a rodeia, rejeitando o conformismo tradicional. Tomada de uma fúria terrível, mata os filhos que teve com o marido, para se vingar dele. É uma das figuras femininas mais impressionantes da dramaturgia universal.




Estúdio Zero - Rua do Heroísmo, 86 (Metro do Heroísmo)

INFORMAÇÕES E RESERVAS
225 373 265
asboasraparigas@gmail.com
estudio0.blogspot.com

Companhia subsidiada pelo Ministério da Cultura / DGArtes.






quinta-feira, 4 de junho de 2009

Os Monólogos da Marijuana


Noventa minutos, três actores, num cenário simples e eficaz, dão vida a três personagens desconcertantes que, curiosamente, têm o seus próprios nomes. Assistimos a uma sátira social extremamente bem conseguida, à laia de stand-up que agarrará a sua gargalhada desde o primeiro ao último minuto.

O texto não é uma apologia ao consumo de marijuana, e muito menos de outras drogas! Trata-se sim, de uma reflexão irónica e com muito humor, sobre o “universo” que rodeia a controversa marijuana. Os prós, os contras, as contradições, as crenças, as ilusões, os mitos e mistérios, os ritos e rituais, enfim, o raciocínio da sociedade moderna em relação a este “fruto proibido”, é neste espectáculo enaltecido e posto em causa de forma brilhante, contagiante e saudável!


Tudo isso podes conhecer em “Os Monólogos da Marijuana”, montagem de “The Marijuana-Logues”,de Arj Barker, Doug Benson e Tony Camin. A estreia, em 2003, aconteceu na off-Broadway Novaiorquina. Desde então tem percorrido o mundo, com sucesso.


“ Os Monólogos da Marijuana” iluminaram NYC. Emitindo uma energia ligeiramente subversiva e que induz ao riso…dinâmica…este completo e talentoso trio traz nova vida ao humor sobre erva. De escrita inventiva…irresistivelmente engraçado…sem papas na língua.” - ASSOCIATED PRESS – , é uma das importantes críticas que vem recebendo desde então.


FICHA TÉCNICA:


Encenação: Yuri Kurkotchensky | Tradução: Ana Seoane

Elenco: João Craveiro | Paulo Duarte Ribeiro | Tobias Monteiro

Desenho de Luz: Paulo Santos

Música Original: Manuel Lobo | Som: Gaetan Besson

Design e Fotos: Frederico Saraiva | Pedro M. Leitão | IDWork: Sofia Catarino

Produção, Assessoria de Imprensa & Promoção: Transilvânia Produções


Classificação Etária: M/18 anos.

Bilhetes: de 10 € (preço único).


Apresentações

12 e 13 de Junho “Os Monólogos da Marijuana” estará em cena no Estúdio Zero às 21h30.


Estúdio Zero

Rua do Heroísmo nº 86 (Metro Heroísmo)

4300-254 Porto

Tel. 225 373 265 | asboasraparigas@gmail.com


Informações e Reservas


T- 963 661 601 | E - monologosdamarijuana@gmail.com

segunda-feira, 27 de abril de 2009

MEDEIA


WORKSHOP DE INTERPRETAÇÃO


O workshop abordará o texto Agora Sou Medeia de Luís Mestre, utilizando alguns excertos para o levantamento de situações cénicas e características da escrita deste autor/encenador contemporâneo. Procurar-se-á desenvolver um trabalho de interpretação, explorando as temáticas propostas pelo texto, sendo dada grande relevância à inter-relação entre a emoção e a palavra, na perspectiva do actor.


Destinatários: Alunos de teatro finalistas e recém-formados, actores em princípio de carreira

Orientação: Luís Mestre Datas: 26 a 29 Maio (20h30 às 23h30)

Envio de CV + Foto (até 20 de Maio) : asboasraparigas@gmail.com




O número de participantes é limitado.

A selecção será feita através de CV.

A participação é gratuita.




Estúdio Zero - Rua do Heroísmo,86 (Metro do Heroísmo)
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asboasraparigas@gmail.com

terça-feira, 21 de abril de 2009

OS EUROPEUS DE HOWARD BARKER




Co-produção
As Boas Raparigas…, TNSJ
/

Criou a Wrestling School, porque percebeu que o desconforto do seu “Teatro da Catástrofe”, assente no conflito, na dor e no êxtase da tragédia, já não cabia na cena teatral britânica. Sozinho em casa, Howard Barker teve a sorte de encontrar no Porto a “sua” companhia (As Boas Raparigas…) e o “seu” encenador (Rogério de Carvalho). Os seus nomes já se cruzaram nas fichas artísticas de Possibilidades (1998), Tio Vânia (2000) e Mãos Mortas (2006), a demonstrar que a radicalidade do primeiro convive bem com a austeridade dos segundos, que o trabalho rigoroso sobre a voz e a palavra é uma espécie de chão comum que tem produzido os seus frutos. Com Os Europeus, As Boas Raparigas… regressam ao convívio de Barker por uma questão de “oportunidade”. Elas dizem porquê: a Viena de 1683 devastada pelos turcos, o contexto histórico deste “conto cruel”, é um lugar demasiado próximo de nós (“a terra devastada, o Estado decadente, uma cultura questionada”). Também dizem onde: “Este é um Mundo sem piedade, sem descanso, sem qualquer humanidade, onde temos frio, muito frio. É a Europa”.
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autor
Howard Barker
tradução Francisco Frazão
encenação Rogério de Carvalho
cenografia
Cláudia Armanda
figurinos Bernardo Monteiro
desenho de luz Jorge Ribeiro
sonoplastia Luís Aly
interpretação Carla Miranda, Cláudia Chéu, Elmano Sancho, Laura Barbeiro, Maria do Céu Ribeiro, Maria Ladeira, Miguel Eloy, Nuno Geraldo, Paula Garcia, Paulo Duarte, Wagner Borges


TEATRO CARLOS ALBERTO (Rua das Oliveiras, 43 Porto)
15-31 Maio
Terça a Sábado 21h30 Domingo 16h00
Duração aproximada 1:50
Classificação etária
Maiores de 16 anos

Atendimento e Bilheteira
  • Informações 800‑10‑8675 (Número grátis a partir de qualquer rede)
  • T +351 22 340 19 10
  • F +351 22 208 83 03
  • bilheteira@tnsj.pt
  • Terça‑feira a Sábado 14:00-19:00 (ou até às 22:00, nos dias em que há espectáculos em exibição)
  • Domingo 14:00-17:00

quarta-feira, 11 de março de 2009

CO-PRODUÇÃO As Boas Raparigas/ A TURMA



COMPANHIA A TURMA

APRESENTA

OS QUE SUCEDEM

25 MARÇO A 3 ABRIL 2009
21H30
ESTÚDIO ZERO // PORTO
TEXTO // LUÍS MESTRE
ENCENAÇÃO // MANUEL TUR
MAIORES DE 16 ANOS


OS QUE SUCEDEM é o segundo trabalho d’A TURMA, recentemente formada por jovens artistas das Artes do Espectáculo. O convite ao Luís Mestre surgiu da urgência da procura de um texto que nos fizesse querer fazer, que nos parecesse pertinente e que tocasse no que pretendemos abordar.
OS QUE SUCEDEM nasceu do trabalho de improvisação dos actores a partir das propostas lançadas pelo dramaturgo, propostas essas que alimentaram o texto, que o questionaram, que o transformaram, e que, finalmente, o definiram. Desenvolvemos um processo de trabalho que se alicerça na relação entre o encenador e as propostas dos actores, dando valor ao que se faz e porque se faz, à importância do acto criativo conjunto. Trabalhamos também a relação entre os actores e o público, quer seja no questionar de convenções quer na descoberta de mecanismos de transformação e construção cénica, que alterarão essa mesma relação. Queremos explorar a escrita para teatro nos dias de hoje, as novas dramaturgias, que reflectem as ansiedades e preocupações dos criadores envolvidos.

SINOPSE
Três jovens executam um assalto com contornos misteriosos. Acossados e feridos decidem esconder-se num espaço abandonado. É nessa noite que as relações entre eles são postas à prova e que as suas memórias mais profundas revelam as heranças familiares.


ESTREIA E CARREIRA ARTÍSTICA DO ESPECTÁCULO
Estúdio Zero, Porto - 25 de Março a 3 de Abril de 2009
Teatro Helena Sá e Costa, Porto – 23 a 26 de Setembro de 2009

FICHA ARTÍSTICA
Autor Luís Mestre
Encenação ManuelTur
Interpretação André Brito, António Parra, JoanaTeixeira e Tiago Correia
Cenografia Ana Gormicho e DanielTeixeira
Figurinos Anita Gonçalves
Desenho de Luz Francisco Teles
Música Original Frederico Botelho

FICHA TÉCNICA
FOTOGRAFIA RICARDO MIRANDA
VÍDEO FRANCISCO LOBO
DESIGN GRÁFICO INÊS FERREIRA
PRODUÇÃO EXECUTIVA JOANA NETO


A COMPANHIA
A TURMA nasceu da necessidade de um espaço para explorar, confrontar e experimentar conhecimentos, aprendizagens e opções artísticas. Um espaço que nos permitisse uma abordagem a novas estéticas, novas linguagens, novas dramaturgias, que nos definissem e que definissem as nossas preocupações.
O nosso primeiro espectáculo: Tu Acreditas no que Quiseres estreou a 22 de Abril, no espaço alternativo Maria Vai com as Outras, no Porto. Foi produzido de forma totalmente independente, conseguindo uma excelente aceitação por parte do público (a lotação rondou os 90% nas 4 apresentações).
Depois desta bem sucedida experiência, onde se experimentou uma adaptação de um clássico do séc. XX, Loucos por amor de Sam Shepard, iniciamos agora uma colaboração com um dramaturgo contemporâneo que, através de um trabalho de proximidade, nos permitirá avançar em processos de investigação e criação dramatúrgica.
A TURMA é formada por Ana Gormicho, André Brito, António Parra, Daniel Teixeira, Joana Neto, Manuel Tur e Tiago Correia.
Novos criadores de diversas áreas do espectáculo - Interpretação, Encenação, Cenografia, Figurinos e Produção.


A TURMA conheceu-se na ESMAE (Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo), Porto, onde começou a desenvolver, em conjunto, as primeiras experiências semi-profissionais. A Turma quer continuar a desenvolver a carreira profissional como companhia, continuando a aposta na criação de, pelo menos, um espectáculo por ano. O plano é também fazer carreira com os espectáculos, para dar a conhecer o trabalho a nível nacional e por questões de sus¬tentabilidade. O espectáculo de 2010 já está em ebulição!

Preço - 5 euros

Estúdio Zero - Rua do Heroísmo,86 (Metro do Heróismo)

INFORMAÇÕES E RESERVAS

225373265


estudio0.blogspot.com

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

WORKSHOP DE VOZ E EXPRESSÃO ORAL






A Companhia de Teatro As Boas Raparigas vai organizar um Workshop de Voz e Expressão Oral.



A voz como forma de desenvolvimento do potencial perceptivo, expressivo e criativo de cada um.



Este workshop dirige-se a adultos que precisam de usar a voz na sua profissão e que sentem necessidade de consciencialização, correcção, aperfeiçoamento ou reciclagem (jornalistas, locutores, advogados, professores)



Conteúdos:

Respiração

Corpo e voz

Som

Articulação

Ritmo e cadência

Elocução

Intenção

Emoção



"A convenção do teatro é que o coração apenas se exprime e se faz compreender pelos gestos e com o corpo – ou pela voz, que é tanto da alma como do corpo." Albert Camus



Orientação: Maria do Céu Ribeiro



Datas: 14,16,18,21,25,28 de Fevereiro / 2,4, e 7 de Março

(Total de sessões:9)



Horário: Segundas e Quartas das 19h00-23h00 e aos Sábados das 15h00 às 19h00



Local: Rua do Heroísmo nº86, Porto



Limite de participantes: 12



Admissão: 75 Euros



Informações / inscrições: 225 373 265 asboasraparigas@gmail.com






Breve currículo

Maria do Céu Ribeiro é co-fundadora da companhia "As Boas Raparigas…" onde tem desenvolvido o seu trabalho como actriz.

Formada em Teatro-Interpretação, foi aluna de Natália de Matos, Teresa Lima, João Lóio, João Grosso. Realizou um estágio em Londres com a professora de voz Julia Wilson-Dickson e frequentou seminários de voz com Luís Madureira.

Lecciona a disciplina de Voz/Expressão Oral na Academia Contemporânea do Espectáculo, desde 1998.

Nos últimos anos, tem sido chamada a leccionar Voz/Texto no curso de teatro da Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo.



ESTRUTURA FINANCIADA POR

MINISTÉRIO DA CULTURA / DIRECÇÃO – GERAL DAS ARTES

APOIO – FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN