segunda-feira, 18 de julho de 2011

MARAT/SADE







MARAT/SADE*


de PETER WEISS
com encenação de ANTÓNIO JÚLIO



Co-Produção

Numa Norma/As Boas Raparigas


Porto

21 de Julho a 6 de Agosto


no

ESTÚDIO ZERO

Terça a Domingo às 21.30h

M/16


Preço Único 5€



“Marat/Sade”

Considerada uma das maiores obras do teatro moderno, “Marat/Sade” constitui um olhar sobre a revolução, o poder e a fragilidade humana. A acção tem lugar no “Asilo de Charenton” (França), onde o Marquês de Sade se encontra internado, em Julho de 1808. É nesse asilo que Sade dirige uma outra peça: um drama sobre a morte de Jean-Paul Marat, um dos líderes da Revolução Francesa, que havia sido assassinado na banheira, há quinze anos atrás, por Carlotte Corday (Julho de 1793). É uma representação sangrenta e implacável da luta de classes e do sofrimento humano, que pergunta se a verdadeira revolução surge das transformações sociais ou da mudança no indivíduo.
Numa Norma


PROVA DE APTIDÃO PROFISSIONAL (PAP) DOS FINALISTAS DA ACE ESCOLA DE ARTES

A Prova de Aptidão Profissional constitui um elemento nuclear do Projecto Educativo da Academia Contemporânea do Espectáculo configurando-se como um “ritual de passagem” entre o universo escolar e a prática teatral profissional. Após três anos de formação, os alunos finalistas confrontam com o público, com o meio e com um júri alargado constituído por criadores, técnicos directores de teatros, críticos e representantes das associações profissionais, o resultado das suas aprendizagens numa área específica (interpretação, luz, som, cenografia, figurinos ou adereços).
Ao longo dos 16 anos de actividade da ACE, a PAP, cujo modelo estimulava os alunos a constituírem unidades de produção autónomas, esteve directamente na origem de várias companhias profissionais e da renovação dos quadros técnicos e artísticos das estruturas existentes. Vários Teatros (Carlos Alberto, Rivoli, Campo Alegre, Helena Sá e Costa, Vila Flor,…), Auditórios (Gaia, Espinho, Aveiro,… ), Museus ( Soares dos Reis, Guerra Junqueiro, Romântico...), jardins e ruas e, ainda, o Siloauto, o Planetário, a Estação da Trindade, o Castelo de S. João da Foz, a Capela do Palácio de Cristal, a Praia de Leça, as Caves Ramos Pinto, entre outros, converteram-se em cenários de Genet, Pinter, Torga, Beckett, Tchekov, Herberto Hélder, Ionesco ou Copi. Desde 1993 que espectáculos de teatro, teatro de rua, teatro de marionetas, concertos, exposições, e recitais, Provas de Aptidão Profissional da ACE, marcam de forma vincada a vida cultural da região.



MARAT/SADE insere-se no Ciclo de Espectáculos dos Finalistas da ACE Escola de Artes.


Quatro espectáculos, em diferentes espaços da cidade, apresentam os futuros profissionais à comunidade.

Ocupando 4 espaços de relevância (Auditório da ACE Teatro do Bolhão, Estúdio Zero, Passos Manuel e Fábrica Social – Fundação José Rodrigues), os alunos finalistas da ACE Escola de Artes confrontam o público e a comunidade teatral com o resultado da sua formação de 3 anos, interpretação, cenografia, aderecistas, figurinistas, sonoplastas ou desenhadores de luz. Em colaboração com encenadores reconhecidos como actores, cenógrafos (Victor Hugo Pontes, António Júlio, Rodrigo Santos e Álvaro Correia) esta é uma excelente oportunidade para se ver o que mais de jovem e audaz se faz.

* Este espectáculo constitui a Prova de Aptidão Profissional (PAP) dos alunos finalistas da Escola


MARAT/SADE
de Peter Weiss

Tradução
Sylviane Angèle Rigolet

Encenação e Dramaturgia
António Júlio

Assistência de Encenação
Paulo Mota

Interpretação
Beatriz Frutuoso Anunciador*
Daniela Marques Charlotte Corday*
Edi Gaspar Jean-Paul Marat*
Élio Ferreira Marquês de Sade*
Hélder Silva Duperret*
Maria Teresa Barbosa Jacques Roux*
André Loubet Religiosa
Carlos Gonçalves Paciente
Catarina Ribeiro Enfermeira
Cristina Silva Paciente
Edgar Costa Cantor Soldado Raso
Hugo Silva Cantor Cocorocó
Inah Santos Cantora Toutinegra
Pedro Roquette Coulmier
Renata Fernandes Simone Évrard
Tiago Lourenço Enfermeiro

Cenografia
Ana Rigolet Neves*

Apoio à Execução de Cenografia
Luma Breves
Fernando Almeida

Figurinos e Adereços
Francisco Martins*
Paula Cabral*

Apoio à Execução de Figurinos
Cândida Campos
Alzira Leitão

Luz
José Carlos Santos*

Som
João Vítor Sousa*

Apoio Técnico
Diogo Mendes
José Carlos Menezes
Apoio à Produção
Fernando Almeida
ACE - Academia Contemporânea do Espectáculo - Glória Cheio

Registo de Vídeo
José Simões

Co-Produção
“As Boas Raparigas…”

Apoios
ACE - Academia Contemporânea do Espectáculo

* alunos em prova

Estúdio Zero - Rua do Heroísmo nº 86 (junto ao metro do Heroísmo)- Porto

Informações │915 497 636 │ 225 373 265 │numanorma@gmail.com

sábado, 9 de julho de 2011

NARRATIVA FOTOGRAFICA SOBRE O TEXTO "A PEDRA"

http://paulopimenta.blogspot.com/2011/07/narrativa-fotografica-sobre-o-texto-e.html

terça-feira, 28 de junho de 2011












A PEDRA

de Marius von Mayenburg

“Enquanto a casa passa de dono para dono, e de geração para geração, os segredos enterrados no jardim e surgidos nas paredes, revelam-se”.

Porto

De 06 a 10 de Julho

De 09 a 25 de Setembro

no Estúdio Zero

Terça a Sábado às 21h45

Domingo às 16h00

Dia 24 de Setembro uma sessão extra às 16h00.

M/12



AUTOR│ Marius von Mayenburg

TRADUÇÃO│ Ricardo Braun

ENCENAÇÃO│ Cristina Carvalhal

INTERPRETAÇÃO│ Daniel Pinto, Joana Carvalho, Júlia Correia, Maria do Céu Ribeiro, Sandra Salomé, Sara Carinhas

DESENHO DE LUZ│ Nuno Meira

CENOGRAFIA│ Cláudia Armanda

FIGURINOS│ Catarina Barros

SONOPLASTIA│ Luís Aly

DESIGN GRÁFICO│ Sara Pazos

SINOPSE

Depois da queda do Muro de Berlim, três mulheres, a avó, a filha e a neta recuperam a casa de família, formalmente comprada a um casal de judeus. As leis da restituição deram-lhes esta propriedade que tinham abandonado para ir para o Ocidente. Tudo podia correr bem, mas a memória e o modo como elas tentam reconstruir o passado, assombram o local.



A PEDRA

Enquanto uma casa em Dresden passa de um dono para outro e de geração em geração, uma pedra enterrada no jardim revela os segredos escondidos de uma família alemã. A Pedra examina as reverberações e herança de sessenta anos de História alemã desde a Segunda Guerra Mundial até à Queda do Muro de Berlim. A história começa em 1935, quando Witha e o marido Wolfgang compram uma casa a um casal judeu que está a ser forçado a fugir da Alemanha. Depois de começarem a viver na casa, esta é atacada pela Juventude Hitleriana, que lhe atira pedras às janelas. A história salta para 1945, para o bombardeamento de Dresden. Witha sobrevive à destruição, escondendo-se na cave com a filha Heidrun, e Wolfgang morre.

A próxima parte da história da família ocorre em 1953, quando Witha decide mudar-se para a Alemanha Ocidental com Heidrun, à procura de uma vida melhor. Enquanto vasculham as coisas que vão levar consigo, Heidrun descobre uma das pedras que tinha sido usada no ataque à casa. Ela questiona a mãe sobre o papel do pai na guerra e sobre a sua morte. Witha diz-lhe que Wolfgang salvou uma família de judeus, ajudando-os na fuga, e que foi morto a tiro pelos russos. Antes de irem embora, Heidrun enterra a pedra no jardim.

A história continua em 1978. Heidrun está grávida e conseguiu ir visitar a sua casa de infância com Witha. Como a Alemanha de Leste é agora um estado comunista, a casa é propriedade comunal e está habitada por três famílias. Quando a visitam, só há uma família em casa e elas pedem para dar uma vista de olhos. O homem que ali vive não as deixa entrar, mas Heidrun suborna a neta com a promessa de lhe enviar uma tablete de chocolate do Ocidente todos os anos pelo aniversário da criança. Heidrun desenterra a pedra do jardim e leva-a consigo.

A última parte da história acontece em 1993, na sequência da queda do Muro de Berlim. Heidrun reclamou a casa e voltou a viver nela com Witha e a filha Hannah. Uma mulher aparece à porta, afirmando que veio incomodá-las. Descobrimos que ela é a neta que conheceram em 1978 e veio reclamar as tabletes de chocolate que Heidrun lhe prometeu mas nunca lhe enviou. Também as informa da perturbação e raiva que provocaram ao obrigar a família a sair da casa.

No decurso da conversa com a mulher, Witha revela a verdade do que aconteceu com a família judia em 1935. Heidrun e Hannah recusam-se a acreditar nela e contentam-se em pensar que a idade confundiu e turvou a memória de Witha.

É importante referir que, apesar de serem estes os acontecimentos cronológicos da história, o autor, Marius von Mayenburg, não apresenta a história de forma linear na peça. Pelo contrário, os períodos de tempo são entremeados e uma cena em 1935 pode aparecer imediatamente antes ou depois de uma cena em 1993 ou de outra em 1978.



Marius von Mayenburg

Marius von Mayenburg nasceu em Munique em 1972. Estudou Alemão Antigo na Universidade de Munique, antes de se mudar para Berlim em 1992, onde fez um curso de dramaturgo na escola Hochschule der Künste de 1994 a 1998. Em 1995 concluiu uma colocação no Münchner Kammerspiele. Em 1998 tornou-se membro da equipa de direcção artística no Baracke, o teatro-estúdio do Deutsches Theater em Berlim. Em 1999 foi com Thomas Ostermeier trabalhar como director artístico e damaturgo residente no Berliner Schaubühne am Lehniner Platz. A sua peça “Fireface” estreou no Royal Court Theatre em 2000 encenada por Dominic Cooke e “The Ugly One” foi produzida em 2007 pelo Royal Court e encenada por Ramin Gray. Ganhou dois prestigiosos prémios na Alemanha: o Kleist-Förderpreis für junge Dramatik 1997 com “Fireface”, e Preis der Autorenstiftung “Heiddelberger Stückemarkt” 1998.

Nova Arte Dramática Alemã, Instituto Goethe



ESTÚDIO ZERO - Rua do Heroísmo nº 86 4300 – 254 Porto


INFORMAÇÕES E RESERVAS

Tel.Fax 225 373 265

asboasraparigas@gmail.com

sábado, 11 de junho de 2011

Novo Grémio do Porto │ Ciclo de dramaturgias teatrais em torno da temática "A PEDRA" de Marius von Mayenburg│Junho.

Convite para participar já este sábado dia 11 de Junho na leitura: "A Batalha" e "Abecedário" de Heiner Müller - Leituras no Estudio Zero às 21h00.



Tomando como pretexto a estreia de “A Pedra” de Marius von Mayenburg , produção de As Boas Raparigas, encenada por Cristina Carvalhal em 6 de Julho, o Novo Grémio do Porto apresenta em Junho um ciclo de dramaturgias teatrais em torno da temática de “A Pedra”; de que forma é que para cada um de nós a identidade se molda e a importância que as raízes culturais e geográficas têm na construção do individuo e ao longo das gerações.

Procuraremos descobrir relações entre diversas peças que abordem este período histórico – a Alemanha Nazi antes da guerra, durante e no pós-guerra - e que tenham na sua reflexão estas questões: as consequências de se ser alemão ou de se ser judeu neste período, a reformulação de uma identidade, a posse, o estatuto social, a memória - a relevância contemporânea de conflitos exemplares na história recente da Alemanha.

Estas dramaturgias serão alvo de leitura e discussão em Junho no Estúdio Zero. Na continuação do carácter informal com que o Grémio tem vindo a fazer as suas leituras no Mosteiro, convidam-se todos os interessados a participar quer na discussão quer na própria leitura dos textos, de modo a podermos assim reflectir em conjunto sobre estes diversos temas que talvez não se detenham nessa época…


A entrada será de 1 euro.


Daniel Macedo Pinto

Novo Grémio do Porto


Contactos:

Daniel Macedo Pinto - 917084301

Estudio Zero - 225373265

Estúdio Zero - Rua do Heroísmo nº 86 (Junto ao metro do Heroísmo) - Porto.

domingo, 5 de junho de 2011

Novo Grémio do Porto │ Ciclo de dramaturgias teatrais em torno da temática "A PEDRA" de Marius von Mayenburg│7,4,21 e 28 de Junho.




Convite para participar já esta terça-feira dia
7 de Junho na primeira leitura: "Terror e miséria no Terceiro Reich" de B. Brecht.



Tomando como pretexto a estreia de “A Pedra” de Marius von Mayenburg , produção de As Boas Raparigas, encenada por Cristina Carvalhal em 6 de Julho, o Novo Grémio do Porto apresenta em Junho um ciclo de dramaturgias teatrais em torno da temática de “A Pedra”; de que forma é que para cada um de nós a identidade se molda e a importância que as raízes culturais e geográficas têm na construção do individuo e ao longo das gerações.

Procuraremos descobrir relações entre diversas peças que abordem este período histórico – a Alemanha Nazi antes da guerra, durante e no pós-guerra - e que tenham na sua reflexão estas questões: as consequências de se ser alemão ou de se ser judeu neste período, a reformulação de uma identidade, a posse, o estatuto social, a memória - a relevância contemporânea de conflitos exemplares na história recente da Alemanha.

Estas dramaturgias serão alvo de leitura e discussão em Junho, todas as terças-feiras às 21h no Estúdio Zero. Na continuação do carácter informal com que o Grémio tem vindo a fazer as suas leituras no Mosteiro, convidam-se todos os interessados a participar quer na discussão quer na própria leitura dos textos, de modo a podermos assim reflectir em conjunto sobre estes diversos temas que talvez não se detenham nessa época…


A entrada será de 1 euro e mais uma vez se convida a que tragam comes e bebes


Daniel Macedo Pinto

Novo Grémio do Porto


Contactos:

Daniel Macedo Pinto - 917084301

Estudio Zero - 225373265

Estúdio Zero - Rua do Heroísmo nº 86 (Junto ao metro do Heroísmo) - Porto.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

FITEI - Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica


“Histórias de Família”
de
Biljana Srbljanovic

30 de Maio
Segunda - 17h00
Estúdio Zero, Porto



”Histórias de Família”

Texto | Biljana Srbljanovic
Direcção de Actores | Daniel Pinto
Tradução| Maria do Céu Ribeiro
Interpretação | Cátia Guedes
Cristovão Carvalheiro
Miguel Lemos
Rita Lagarto
Figurinos| Lita Marcelino
Desenho de Luz | Rui Monteiro
Cenografia | Ana Gormicho e Daniel Teixeira
Sonoplastia | Bruno Pereira
Assistente de iluminação | Eduardo Abdala
Design Gráfico | Cristovão Carvalheiro
Caracterização | Marla Santos
CO-PRODUÇÃO As Boas Raparigas e Teatro Bisturi




“Histórias de Família” de Biljana Srbljanovic

“ - Bem, meu filho, repete o que dissemos: Como é que um homem inteligente se deve comportar?
-Um homem inteligente respeita a regra: A cabeça na areia, o cu contra a parede.
-Exacto. E o que é que ele não deve fazer? Nunca a nenhum preço?
-Dizer o que pensa.
-Exacto. E a quem?
-Não interessa. Seja a quem for.
-Seja a quem for, meu filho, seja a quem for. O mesmo comportamento para todos: Não vejo, não ouço e sobretudo, especialmente e particularmente: NÃO PENSO. É isto?”

“Os heróis desta peça não são os pobres, nem pelo seu carácter, nem pela sua vida quotidiana.
São os cidadãos de um país em ruínas.”


Biljana Srbljanovic

Nasceu em 15 de Outubro de 1970 em Estocolmo, Suécia, naturalizada Sérvia, reside em Belgrado e, para além de ser dramaturga e política, é também docente da Faculdade de Artes Dramáticas de Belgrado.
Biljana escreveu 7 peças. As suas peças foram encenadas em 50 países. Em 1 de Dezembro de 1999, ela tornou-se a primeira escritora estrangeira a receber o prémio Ernst Toller.
A sua obra teatral valeu-lhe vários prémios, incluindo o prémio Selenic Slobodan, o prémio Osvajanje Slobode, o prémio Cidade de Belgrado e o prémio Sterija.


BISTURI

Entramos recentemente no mercado de trabalho como um grupo de jovens actores que se preocupa com a sociedade em que vive e que quer intervir artística e activamente no desenvolvimento da mesma. Interessa-nos trabalhar em laboratório, quer no plano do trabalho de actor, quer no plano da transposição à realidade social que se instala no Porto, Portugal, Mundo.
Temos lido e relido com especial atenção esta peça, que retrata uma realidade que não nos é, em primeiro plano, próxima, mas que ao reflectirmos sobre ela as temáticas tornam-se transversais. É do nosso total interesse expor, reflectir e trabalhar sobre os quadros familiares que a autora nos apresenta – são uma forma de exposição de uma sociedade enfraquecida pela educação nas crianças e de como tudo isto se manifesta já na idade adulta. E porque não revisitar as ‘’brincadeiras’’ e traquinices da infância, num turbilhão do faz-de-conta, num acto heróico-critico de sensibilização da nossa consciência e da do nosso público, sobre estas questões?

Género: Teatro
Duração aproximada: 100min
Classificação etária: M/16

Informações: 222 082 432